Após obter de sua casa 25 comprimidos de um medicamento controlado, de uso da sua avó, um estudante da cidade satélite Guará, no Distrito Federal, leva para a #Escola e oferece para cinco amigos que ingeriram e passaram mal, apresentando sintomas de tontura e sonolência. Três deles foram socorridos no Hospital Regional do Guará (HGRu).

De acordo com a diretora da escola, os quatro meninos e duas meninas tomaram o medicamento no horário de intervalo. Um dos meninos começou a passar mal quando estava na atividade de educação física e a diretora percebeu que existiam outros apresentando os mesmos sintomas. Imediatamente acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros que prestaram socorro no local.

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Os pais dos adolescentes foram acionados, e segundo um casal de pais que ouviram o filho no hospital, acreditam que o remédio foi colocado na bebida de chocolate do garoto, pois assim que ele recebeu cápsulas do amigo, jogou-as pela janela. Preocupado que pudessem encontrar no chão fora da escola, o garoto saiu para resgatar e quando voltou tomou a bebida e sentiu um gosto estranho.

Segundo especialistas, o medicamento de tarja-preta, Rivotril, de uso da avó do garoto de 13 anos, mesmo que ingerido uma superdosagem não é letal. Entretanto, surge a discussão sobre a facilidade de acesso por crianças aos medicamentos em sua residência. Até onde os pais ou familiares adultos possuem uma parcela de culpa?

A segurança doméstica deve ser uma preocupação de todos os lares em que residem crianças ou idosos.

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Muitas escolas também tratam esse tema, de forma a orientar as crianças sobre diversos perigos existentes. É importante investir nesta educação, quando a parceria escola-família deve ser fortalecida. Pensando em dificultar a ocorrência de situações similares, o coordenador regional de ensino do Guará resolveu promover ações de caráter educativo nas escolas da região.

Adolescência é um período da vida em que toda atenção é pouca para o que paira na cabeça dos jovens. Mesmo com informações acessíveis e orientação dos pais e educadores, é uma fase em que a necessidade de transgressão surge naturalmente e a influência dos amigos torna-se crítica. É preciso ter muita paciência e acompanhamento intenso para evitar surpresas desagradáveis.