O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados se reuniu na última quarta-feira (12) para tratar sobre o processo de cassação do presidente afastado da Casa, deputado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O processo que anteriormente parecia estar paralisado, a partir do afastamento do investigado parece ter retomado os trâmites normais e o andamento necessário.

Nesta quinta, foi a vez de se pronunciar no Conselho de Ética um dos advogados arrolados pela defesa de Eduardo Cunha, o suíço Didier de Montmollin. Ele se pronunciou ao afirmar que as contas investigadas pela Justiça daquele País e encaminhadas ao Ministério Público brasileiro não têm em sua titularidade o deputado Eduardo Cunha.

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Segundo Montmollin, Cunha não é titular de nenhuma das duas contas investigadas e ressaltou; "não sou Deus, porém não tenho indícios de outras contas ligadas ao presidente afastado da Câmara Federal brasileira", afirmou.

Leis suíças

Didier de Montmollin esclareceu as perguntas do relator do Conselho de Ética, Marcos Rogério(DEM-GO), porém, somente quando questionado pelo advogado de Cunha no Conselho, Marcelo Nobre,  é que o suíço acabou dando mais detalhes ao afirmar que Cunha, embora sendo o beneficiário, não é o titular, pois as contas pertencem à empresa Netherton, que seria a administradora das contas no País europeu. Já Cunha não seria, de modo algum , o contratante. Segundo Montmollin, o sistema de leis da Suíça, em relação às regras de trustes, é bem complexo.

O advogado suíço de defesa de Cunha explanou, ainda, que de acordo com as leis de seu País, "o credor é o proprietário legal das contas e, neste caso, a empresa Netherton é a responsável e proprietária legal em relação às contas investigadas na Suíça", disse Montmollin, de modo contundente.

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Ele reforça ainda a tese de que Eduardo Cunha não é o proprietário das contas ao dizer que:"Somente o diretor da empresa tem condições de decidir quem é sócio ou proprietário, e se por acaso, ele perder o poder, a dificuldade é que ele é o único que pode dispor dos ativos", salientou.  Vale lembrar que o deputado Eduardo Cunha responde a processo de cassação por quebra de decoro parlamentar à possibilidade de ter mentido na CPI da Petrobrás em março de 2015 ao afirmar que não possuía contas no exterior. #Corrupção #Crise no Brasil