Desde que estreou no Twitter, o jornalista e comentarista político da TV Globo, Alexandre Garcia, tem provocado inúmeras polêmicas. Nesse fim de semana, por exemplo, ele compartilhou um polêmico artigo de um colega de profissão, Reinaldo Azevedo, colunista da Revista Veja. "'Dilma levou o Brasil à falência porque é mulher e tinha em seu ministério negros e outras mulheres?" é o título de um artigo que Reinaldo escreveu para o site da maior publicação do país (em revista). Alexandre demonstrou concordar com as ideias de Azevedo e ainda escreveu a frase "Sobre cor e sexo no Ministério:", antes de dar um "share" no Twitter do repórter da Veja. 

Na semana passada, ele já havia usado o microblog de 140 caracteres para tecer comentários contra as críticas ao presidente em exercício Michel Temer. O peemedebista recebeu represálias online por compôr um ministério sem mulheres e negros.

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Clique aqui para ler a reportagem completa sobre o assunto. "Sobre a ausência de mulher no Ministério Temer: não se escolhe ministro pelo sexo ou cor da pele o que seria um preconceito sexual ou racismo", disse ele na época. A opinião de Garcia ganhou muita repercussão nas redes sociais. Isso porque ele é um dos nomes mais respeitados da Globo. No dia 12 de maio foi justamente Alexandre o nome do canal que anunciou ao vivo, por volta das 6h30 da manhã, que o Senado havia confirmado o afastamento da presidente da república #Dilma Rousseff.

Essa não é a primeira cobertura histórica de que Garcia participa. No dia 17 de abril, ele estava ao lado de Heraldo Pereira diretamente da Câmara dos deputados, onde aconteceu a votação que decidiu pelo prosseguimento do impedimento da petista. Em 1992, o mesmo jornalista estava na mesma Câmara cobrindo outra votação que levou mais tarde à renúncia de Fernando Collor de Mello.

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O ineditismo fez com que Garcia adotasse um tom eufórico na cobertura da deposição do primeiro presidente eleito após a redemocratização. O tom foi criticado pela imprensa no dia seguinte à votação.  #Michel Temer