Durante os meses que dão o tom de seu processo de #Impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff chegou a dizer em discursos que o país era machista e que se fosse um homem da presidência, ele não estaria passando pelo o que ela passa. Rousseff parece que esqueceu que antes dela, há mais de vinte anos, Fernando Collor de Mello teve um processo de impedimento, ainda mais avassalador que o dela. Em poucos dias, o então presidente, em seu primeiro mandato, já precisava responder ao Senado. Ele preferiu não esperar o resultado final do impedimento e acabou renunciando ao cargo, coisa que Dilma avisou que não vai fazer. 

Como força do destino, Rousseff agora pode acabar sendo julgada justamente por uma mulher, a Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

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Isso porque a profissional da justiça assumirá em 120 dias a presidência da mais alta corte do país, entrando do lugar de Ricardo Lewandowski. O processo de impedimento no Senado talvez passe dessa conta. O prazo máximo para sua conclusão é de 180 dias e só dois desses já passaram. O mandato de Lewandowski expira no dia 10 de setembro. Até lá, ele pretende sim coordenar os trabalhos no Senado e responder às judicializações necessárias desse momento histórico, o que o advogado de defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo, já avisou que irá fazer. 

Tentando dar ao Ministro Lewandowski um final glorioso, o processo tem previsão justamente para ter seu julgamento no tempo limite até sua aposentadoria. No entanto, caso não seja possível, Cármen Lúcia pode entrar para a história por coordenar as investigações de uma presidente e quem sabe até participar da deposição de Dilma.

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Collor, por exemplo, teve apenas 90 dias para o seu julgamento. 

É bom lembrar que Cármen já deu depoimentos públicos contra a tese de defesa de Dilma. À jornalistas, ela esclareceu que errado dizer que o processo de impeachment contra Dilma é um "golpe", lembrando que a deposição é prevista na constituição e que as instituições brasileiras são muito sólidas. E agora, senhora Rousseff? #PT #Dilma Rousseff