O presidente em exercício Michel Temer já decidiu que blogs que faziam a defesa do governo da presidente Dilma Rousseff terão verba cortada. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação Social do peemedebista, que mandou fazer um levantamento para saber quanto Rousseff gastava com publicidade em blogs e sites de opinião. De acordo com informações do jornal O Globo em reportagem publicada neste sábado, 14, o objetivo do novo governo é se associar a produtos de interesse público, que tenham conteúdo jornalístico em si, evitando sites conhecidos por serem de opinião. 

A crítica a forma como a publicidade era dividida é de longa data.

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Os últimos anos do governo de Rousseff viraram motivo de argumento para a oposição, que citava diversos sites que apoiavam o Partido dos Trabalhadores (PT) e a presidente Dilma e que recebiam dinheiro do contribuinte para fazer isso. O então Ministro da Secretaria de Comunicação, Thomas Traumann, chegou a ser chamado no Congresso para explicar uma polêmica, a suposta contratação de envio automático de mensagens por e-mail e em redes sociais de notícias desses sites e blogs.

A denúncia, na época, partiu do PSDB e tinha como base informações que vazaram em um documento da própria Secretaria comandada por Traumann. O partido do Senador Aécio Neves (Minas Gerais)  questionava o patrocínio para algo que não tinha qualquer fim público. O princípio da publicidade na constituição brasileira garante que o dinheiro a ser pago nesse tipo de campanha precisa ser para o fim questionado pelo PSDB. 

Outra mudança que está causando grande polêmica com a chegada de Temer é a mudança na presidência da EBC,  a Empresa Brasil de Comunicação, que reúne todos os veículos de comunicação estatais.

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Atualmente, a EBC é comandada por Ricardo Melo, que será trocado por Laerte Rimoli. Os dois são jornalistas. "A concepção desse governo para a empresa de comunicação é uma; a de outro governo será outra", disse um dos interlocutores de Michel ao Globo. A troca gerou críticas da Diretoria Executiva da Empresa Brasil de Comunicação, que lembrou que o mandato de Ricardo deveria durar quatro anos e não tem referência com o mandato do presidente em vigor.  #Dilma Rousseff #Impeachment #Michel Temer