A presidente afastada provisoriamente do cargo, #Dilma Rousseff, aproveitou as redes sociais, nesta segunda-feira, dia 16, para criticar diretamente o #Governo do seu sucessor, Michel Temer. O seu alvo foi o Itamaraty, em virtude das críticas feitas aos países latino americanos que se posicionaram contra o #Impeachment que a afastou do cargo. Falando em um tom de defesa, a presidente disse que o episódio brasileiro poderia contaminar outros países, e que tal posicionamento preocupa a todos, principalmente pela ocorrência da instabilidade política aos regimes democráticos que foram eleitos diretamente pelo povo. 

As retaliações feitas pelo Itamaraty contra os países que apoiam Dilma 

Logo após assumir o ministério das Relações Exteriores, o senador tucano José Serra (PSDB-SP) respondeu às críticas de países vizinhos e que são contrários ao afastamento de Dilma.

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A retaliação do Itamaraty veio rápida e foi movida por conta das declarações de cunho falso que foram publicadas pelos países latino americanos a respeito do processo de impeachment brasileiro.

Ainda na sexta-feira, dia 13, um dia após Temer assumir o governo, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, mandou chamar de volta seu embaixador no Brasil, Alberto Castelar. A decisão veio após o dirigente daquele país se reunir com  seu Conselho de Ministros. O presidente venezuelano deixou bem claro que o motivo teria sido a saída de Dilma da presidência do Brasil.

Depois do país venezuelano, foi a vez de El Salvador suspender relações contratuais com o Brasil. Tal atitude foi alvo também da resposta do órgão da diplomacia brasileira.

Dilma se posiciona contra o Brasil e diz que impeachment é uma farsa que pode ser imitada em outros países

Em sua declarações, Dilma Rousseff se posiciona contra o atual governo do seu sucessor e a favor de seus apoiadores sul- americanos.

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Sem usar a palavra golpe, mas classificando como 'farsa' jurídica ao processo de impeachment, a presidente justificou o posicionamento dos países latino-americanos como uma forma de indignação diante destas manobras tidas como legais.

A presidente afirmou que, diante da situação, a maior preocupação dos países é que tal episódio da política brasileira possa ser adotada pelo resto do mundo. Este receio torna-se ainda maior pelo fato de pôr em risco a estabilidade política e os avanços conquistados por governos democráticos e eleitos legalmente pelo povo.