A presidente afastada Dilma Rousseff pode ser uma das testemunhas de defesa de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira que leva seu sobrenome e que foi condenado a 19 anos de prisão por conta de processos que envolvem a operação Lava Jato, maior investigação sobre corrupção no país e que apurou os desvios de dinheiro da Petrobrás. O pedido de Marcelo foi feito especialmente ao juiz federal Sérgio Moro, que cuida do caso. Além da presidente afastada, ex-Ministros foram chamados, como Antônio Palocci, Guido Mantega e Edinho Silva. 

A condenação a 19 anos de prisão ainda é em primeira instância e o empresário pode recorrer.

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Ele deve tentar diminuir a pena com delações premiadas dadas à justiça. Além da Lava Jato, Marcelo tem outros inquéritos a responder na justiça. Por enquanto Dilma e os demais Ministros apenas foram "arrolados" no processo. Isso significa que não necessariamente eles serão chamados para depôr. Caberá a Sérgio Moro decidir quem será chamado ou não. Ao todo, o nome de 15 pessoas foi solicitado por Odebrecht. Mesmo sendo presidente, Dilma poderia ser ouvida como testemunha, tanto de defesa, quanto de acusação na justiça. No entanto, ela ainda tem foro privilegiado e poderia levar o caso ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), caso não queira testemunhar. 

Dilma só perde o foro privilegiado em caso de renúncia ou deposição. É justamente por esse último processo que ela passa. Negando renunciar ao poder, mas já afastada pelo Senado por 55 votos, a petista agora encara a votação mais importante até agora.

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O Congresso a chamará até o início de junho, quando ela apresentará sua defesa. Do dia 12, quando ocorreu a votação do afastamento até o pleito que vota pela votação, os Senadores tem até 180 dias para finalizarem seus trabalhos. A expectativa é que isso ocorra em até 120 dias, pois quem coordenará os trabalhos do Senado é o Ministro do STF, Ricardo Lewandovski, que se aposenta justamente neste prazo. Caso demore um pouco mais, a decisão histórica ficará nas mãos de Cármen Lúcia.  #PT #Dilma Rousseff #Impeachment