A presidente afasta Dilma Rousseff disse várias vezes que não renunciaria o mandato da presidência. No entanto, de acordo com o colunista Claudio Humberto do 'Diário do Poder' em matéria publicada nesta segunda-feira, 16, a petista pode ter um momento "dejavu" na política, repetindo o gesto de Fernando Collor de Mello, que renunciou ao cargo antes mesmo do Senado começar o seu julgamento. De acordo com uma fonte próxima de Dilma, a renúncia passou a ser discutida, especialmente depois da tensa derrota na quinta-feira, 12, quando o Senado aprovou por 55 votos  a 22, o prosseguimento do impeachment. A partir de agora Rousseff passa a ser investigada pelo Congresso, que precisa de provas para discutir os crimes de responsabilidade os quais a presidente afastada é acusada. 

Para que Dilma seja deposta são necessários 54 botos.

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Agora Rousseff estaria pensando em disputar mais uma eleição, mesmo tendo recordes de impopularidade. Os estados mais almejados pela mulher que adora dar "pedaladas" de bicicleta são o Rio de Janeiro e  o Rio Grande do Sul. Com raízes fincadas no PDT, a petista quer repetir o caminho de Leonel Brizola, que governou as duas regiões e é até hoje um dos maiores nomes da legenda. 

Caso o impeachment seja confirmado, a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fica oito anos sem pode se eleger novamente. No entanto, a renúncia não necessariamente afasta essa "punição". O caso de Collor, por exemplo, acabou com a inelegibilidade do político, mesmo esse tendo renunciado antes do julgamento. Anos depois, no entanto, o ex-presidente ressurgiu das cinzas e tem feito seguidos mandatos como Senador nordestino.

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Ele, inclusive, foi um daqueles que votou a favor do afastamento. 

Dos dois estados mencionados anteriormente, o que mais estaria entre os sonhos de Dilma é o Rio Grande do Sul, onde ela mora com a família e também foi Secretária estadual. A presidente já negou essa informação e deve passar os próximos dias dizendo o que falou nos últimos tempos, que está sendo vítima de um "golpe".  #Governo #Dilma Rousseff