O perfil oficial do WikiLeaks, no Twitter, divulgou, nesta quinta-feira (12), documentos comprovando que o atual presidente da república, Michel Temer, já atuou como informante para a Embaixada dos Estados Unidos, aqui no Brasil. Os documentos revelam que Temer entrou em contato com a embaixada americana através de telegrama e o conteúdo era reservado, sendo classificado como "uso oficial".

Isto aconteceu ainda no ano de 2006, quando o peemedebista serviu aos americanos de janeiro a junho daquele ano e Temer fornecia informações, mostrando, através de sua visão, o que ele pensava da situação política do Brasil. E os documentos revelam que o atual presidente chegou até mesmo a comentar sobre as eleições daquele ano, quando Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu ser reeleito.

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Temer fez uma análise criteriosa do cenário, de modo especial o que favorecia seu partido, o PMDB, que poderia até mesmo vir a ganhar as eleições. Os documentos também mostram #Michel Temer fazendo uma descrição detalhada das principais diferenças entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

O peemedebista chegou a dizer o seguinte: "As classes C, D e E acreditam que Fernando Henrique Cardoso chegou a roubar dos pobres para dar aos ricos e que Lula roubou dos ricos para dar aos pobres".

Em um dos trechos de determinado telegrama, Temer comenta a possibilidade do PMDB disputar diretamente com Lula, mas isso só no caso de não existir um acordo entre eles. Anthony Garotinho até chegou a ser citado neste momento, só que a maioria do PMDB era contra. Então surgiram outros nomes como o do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto e também o do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim.

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Temer preferiu não arriscar um palpite sobre a corrida eleitoral na época, entretanto, fez questão de dizer que haveria um segundo turno e que "qualquer coisa poderia acontecer". E chegou até mesmo a garantir que o PMDB não seria aliado do Partido dos Trabalhadores, mas acabou algum tempo depois, vindo a ser vice de Dilma Rousseff. #Crise no Brasil #Crise-de-governo