Em entrevista ao jornal O Estadão, no início deste mês de maio, Agenor Álvares da Silva, que ocupava interinamente a pasta da saúde até a saída de Dilma, afirmou que os programas Farmácia Popular e Samu ( Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) poderão ter as suas atividades paralisadas a partir de setembro deste ano. Conforme declarou na ocasião, o #Governo só tinha dinheiro em caixa para manter o funcionamento dos mesmos até o mês de agosto.

De acordo com Agenor, seria preciso encontrar uma forma de conseguir verbas para que estes programas continuassem a atender a população brasileira. Esta declarações foram dadas após reunião do então ministro com o Conselho Nacional de Saúde (CNS).

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Ele afirmara, na ocasião, que todos os recursos disponíveis não seriam suficientes para cobrir todos os custos com a realização de procedimentos tidos como de alta e média complexidade. No caso seriam as internações e cirurgias. Para estes, o montante disponível seria suficiente para cobrir as despesas até o mês de novembro deste ano.

As dificuldades, segundo mostrou o jornal, estariam no fato da redução de verbas para o ministério da Saúde, no orçamento aprovado para o ano atual. Entretanto, segundo o ex-ministro, as dificuldades de cobrir os gastos já poderiam ser sentidas há alguns meses. 

Apesar das várias solicitações de repasses efetuadas e de novas atividades a serem realizadas, a resposta do governo sempre foi negativa.

A falta de repasses poderá atingir o programa Farmácia Popular

De acordo com Álvares Silva, o corte de verbas poderá atingir o atual Aqui tem Farmácia Popular, um desdobramento do programa inicial.

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Ele é responsável pela distribuição gratuita de milhares de medicamentos contra Mal de Parkinson, diabetes, glaucoma, osteoporose, rinite alérgica e colesterol. Além disto, há o fornecimento gratuito de contraceptivos e fraldas geriátricas. As farmácias que aderem o programa são reembolsadas pelo governo federal. 

O problema que o governo de Michel Temer deverá enfrentar e tentar solucioná-lo 

A falta de recursos para a manutenção deste programas básicos já vem acontecendo há pelo menos dois anos. Em 2015, o então ministro Arthur Chioro, em entrevista, já havia alertado para o fato de que a pasta iria enfrentar sérias dificuldades  pra quitar as contas no ano seguinte. Ele deu estas declarações poucos dias antes de deixar o cargo, em setembro do ano passado.

Indagado sobre esta problemática, nas vésperas de deixar o cargo na semana passada, Álvares Silva retrucou: " Estou de saída. Agora é com o novo ministério". #Crise #sistema de saúde