Após 13 anos no poder, chega ao fim uma era. Um começo aplaudido, o primeiro operário eleito da história do país. O que uns viam como um avanço para a democracia, hoje veem a pior crise da economia brasileira. Desde as eleições de 2014, o país ficou dividido entre pessoas que apoiavam o governo petista e pessoas que pediam o #Impeachment da atual presidente da República, Dilma Rousseff.

No dia 2 de dezembro de 2015, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aprovou o pedido de impeachment, e desde então o país vive diante uma instabilidade política e econômica.

A votação no Senado

Após a Câmara ter autorizado a abertura do processo, no dia 17 de abril, o Senado analisou se o relatório era válido e se era considerado um crime de responsabilidade.

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Depois de ser aprovado na Comissão, se deu início a mais uma parte do processo. Foram longas 20 horas de sessão, onde os senadores se reuniram para debater sobre o futuro do governo do país. 81 senadores, e só precisariam da maioria simples para que a Dilma fosse afastada. No final da sessão, 55 votos foram a favor do impedimento, enquanto 22 se demostraram contra.

Dentre os que votaram contra, 11 se tratavam de petistas. Na manhã da quinta-feira, 12, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros confirmou a quantidade de votos, e Dilma foi afastada do cargo por até 180 dias, enquanto o processo é estudado.

Próximas etapas

 Acontece um recolhimento de provas e testemunhas para esclarecimento do que ocorreu e se é valido a continuidade do processo. Após uma votação no plenário, é decidido se dará continuidade ou não para o impeachment.

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Se aprovado, o julgamento final será marcado; se recusado a presidente reassume.Caso votem pela continuidade alegando crime de responsabilidade, os senadores voltam a se reunir para uma nova sessão. Nela será decidido se ela é condenada ou absolvida. Condenada, é destituída e seu vice, Michael Temer, toma posse até as eleições de 2018. Além disso, ela não poderá exercer nenhuma função pública nos próximos oito anos. Absolvida, volta ao cargo e continua no governo até a próxima eleição.

O governo de Temer

Enquanto votavam pela continuidade do processo de impeachment no senado, fora dele, Temer já articulava com possíveis aliados e conselheiros políticos. Depois da confirmação do afastamento da atual presidente, ele tomou posse e já nomeou ministros para seu novo governo. Da lista divulgada com os novos ministros, pode-se notar que nove são deputados. Tal fato se adequa a estratégia do presidente em exercício, onde pretende se aliar a Câmara para conseguir aliados nas votações que serão consideradas emergentes para uma mudança diante a crise econômica.Um novo slogan foi criado o governo Temer. “Governo Federal: Ordem e Progresso”. A intenção é transmitir uma mensagem forte e concisa, procurando recuperar o país que hoje vive uma instabilidade política, econômica e social. #PT #Dilma Rousseff