Ricardo Barros é o novo Ministro da Saúde do #Governo do presidente em exercício #Michel Temer. Ele provocou polêmica ao dar uma entrevista publicada nesta terça-feira, 17, na Folha de São Paulo. Na conversa, ele foi claro, disse que o Brasil está em maus lençóis e que em algum momento o governo não conseguirá mais arcar com os custos do Sistema Único de Saúde (SUS). Um desses direitos é o acesso a todos os brasileiros ao direito da saúde. Para Ricardo, isso precisa ser repensado urgentemente. Ele citou o exemplo da Grécia, que praticamente faliu e teve que recomeçar do zero. O Ministro da Saúde fala em "repactuação nacional". A Grécia chegou a cortar aposentadorias e fez mudanças de lei para não ter que pagar diversos direitos, inclusive, os chamados adquiridos. 

Em entrevista ao 'Fantástico', Michel Temer negou que fosse mexer em qualquer direito adquirido ao falar de outro problema nas contas públicas, a previdência.

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O assunto tem sido discutido com centrais sindicais e uma nova idade mínima para se aposentar deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias. Caso isso não ocorra, a Previdência corre o risco de dar mais dinheiro do que recebe, devido à melhoria na qualidade de vida da população, que com acesso a diversos serviços está vivendo mais. Existem pesquisas que indicam que a previsão de vida dos brasileiros possa passar dos 80 anos em média em breve. 

O novo Ministro da Saúde ainda disse que precisa pagar dívidas deixadas e que tentará gerir a saúde, dando exemplo como um cartão que foi criado para ser usado no SUS. Segundo ele, esse cartão foi replicado e fraudado. Hoje existiriam mais de 300 milhões de cartões fabricados. Além disso, há registro de muitos usuários do sistema que pegam remédios em diversos municípios, tendo mais de um cartão, para depois vender o medicamente.

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 A reportagem questiona se haverá cortes na pasta. Ele então diz que ainda não sabe, mas que tem certeza que faltam recursos. Sobre a repactuação, ele disse que preferia não falar muito sobre o tema, pois era uma questão da área econômica.