Juliano Cazarré não esconde o fato de não gostar do Partido dos Trabalhadores (PT). Em março, quando encerrou os trabalhos na novela 'A Regra do Jogo', exibida no horário das nove da TV Globo, ele chegou a fazer um apelo para que o canal não se esquecesse dele. O medo aparecia em um momento em que a crise fazia o canal mudar seu modo de contratar, mas Cazarré é considerado uma "prata da casa", um dos poucos com contrato longo. Ele tem relações com a Globo até o ano 2018. De acordo com ele, não dá para ficar longe da televisão, pois o país está quebrado. Ele ainda lembrou que tem duas bocas para sustentar. 

Sortudo e talentoso, não demorou muito para que o profissional da dramaturgia arranjasse mais uma ponta, dessa vez no cinema.

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Indicado pelo ator Emilio Orciollo Netto, ele fará um político do Partido dos Trabalhadores nas telonas. Cazarré, inclusive, deixou o bigode crescer, afim de interpretar um maranhense. O nome da película é '3000 Dias no Bunker', que conta os bastidores de como foi a criação do Plano Real. O filme tenta não ser partidário e registrar o momento histórico em que Fernando Henrique Cardoso conseguiu controlar o maior terror da população até então, a inflação.

Em entrevista publicada no site da revista Veja neste sábado, 14, ele falou que não julga personagens. Em seguida, ele revelou que realmente não concorda com o #PT, mas que isso não significa que ele não aceitaria o desafio. Juliano revelou ainda que não curte muito conversar sobre política com seus colegas artistas, evitando temas como o impeachment da presidente afastada #Dilma Rousseff. "O meio artístico tem a ideia errônea de que, se você é contra o PT, você é contra o povo.

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Nada a ver. Quem tem de ficar bravo com o PT é a esquerda, pois foi o partido que a desmoralizou", detonou o profissional da dramaturgia.

Lembrando que o presidente em exercício, Michel Temer, assumiu o governo minutos depois de Dilma ser afastada. Depois de receber 367 votos na Câmara dos deputados, Rousseff ainda perdeu com 55 votos no Congresso Nacional.