O Ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) parece ser um dos mais felizes com a saída da presidente Dilma Rousseff do poder. Ele nunca poupou críticas à petista, que agora está afastada e espera pelo julgamento sobre sua deposição no Senado. Nesta quinta-feira, 12, por exemplo, sem mencionar o nome da presidente afastada e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele criticou a gestão anterior, desejando boa sorte ao novo governo, sob o comando do peemedebista #Michel Temer. O comentário foi feito quanto Temer decidiu prestigiar a posse de Mendes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Ministro que acumula dois postos, no Supremo e no TSE, lembrou que o governo anterior tinha um escândalo atrás do outro e que os brasileiros já até tinham medo de acordar com o escândalo da hora.

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Em seguida, o profissional da justiça disse uma dura frase que bate de frente com a gestão do Partido dos Trabalhadores (#PT). "Nossa combalida República parece ter sido tomada de assalto por empedernida trupe de insensatos", desabafou. Não é a primeira vez que Gilmar faz críticas à gestão de Dilma ou ao fato dela e sua defesa chamar o processo de impeachment de "golpe". Na semana passada, por exemplo, ele chegou a dizer que o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, dizendo que esse poderia recorrer ao papa, ao diabo e até aos céus para tentar livrar Rousseff do impedimento. 

Mendes também não terá vida fácil no Tribunal Superior Eleitoral. A falta de caixa fez com que ele dissesse à jornalista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, que as eleições municipais corriam risco. De acordo com Mendes, a falta de verba poderia prejudicar a segurança do pleito.

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O TSE chegou a pensar em não usar urnas eletrônicas nesse ano, mas a medida acabou sendo descartada com o tempo. No entanto, o que realmente não deve acontecer são duas eleições até o final deste ano. Com a deposição de Dilma, existia a expectativa para que houvesse ainda neste ano ou no início do ano que vem um novo pleito presidencial. Pela constituição, caso Rousseff seja deposta até o fim deste ano, uma nova eleição precisa ser convocada.  #Dilma Rousseff