O deputado federal José Mendonça Bezerra Filho, líder do DEM na Câmara, foi nomeado por #Michel Temer para assumir o Ministério da Educação e Cultura. Em seu histórico, estão votações contra o ProUni e o FIES, bem como contra destinar 50% do Fundo Social do Pré-Sal ou 75% dos royalties do petróleo para a #Educação, além de se posicionar também contra o investimento de 10% do PIB para o setor que agora chefia.

Foi o atual ministro ainda um dos principais defensores da proposta de emenda constitucional que permitiria às universidades públicas a instituição de mensalidades para cursos de extensão e pós-graduação lato ou strictu sensu (proposto que vai de encontro à exigência, na Constituição Federal, da gratuidade do ensino público).

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Ao se analisar essa parte da atuação de Mendonça Filho, podemos prever a tendência do governo interino de reduzir consideravelmente o investimento nas políticas educacionais. Sobre de que maneira se pretende melhorar nossa já sofrida educação, ainda não houve pronunciamentos detalhados. O novo ministro apenas afirmou que "tudo o que tiver impacto para a sociedade será mantido e fortalecido", mas diante do ajuste fiscal pretendido pelo governo, não declarou como se dará o fortalecimento.

No âmbito da saúde, há também previsão de corte de gastos, segundo o ministro Ricardo Barros, do PP, que afirmou que as verbas destinadas à Farmácia Popular e ao SAMU só devem durar até agosto, uma vez que o orçamento previsto para este ano pelo Ministério da Saúde teve redução de R$5,5 bilhões.

Antes do afastamento da presidenta Dilma, algumas modificações de orçamento já haviam sido publicadas no Diário Oficial da União, como a redução de R$315 milhões destinados à Farmácia Popular.

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O MEC também promoveu cortes, suspendendo o auxílio de R$400, concedido a estudantes universitários em situação de vulnerabilidade econômica, pelo Programa de Bolsa Permanência (PBP).

Uma das ideias defendida pelos integrantes do governo interino é o de acabar com vinculações constitucionais como aquelas que determinam percentagem de gastos obrigatórios com saúde e educação, caminho que consideram mais viável que a elevação de tributos nesse momento de instabilidade econômica. Outra medida a ser adotada é a de desvincular os benefícios dos valores estabelecidos para o salário mínimo, o que pode acarretar em redução nos valores de auxílios sociais como o Bolsa Família. #Crise-de-governo