Diante do atual quadro de #Crise econômica, o atual #Governo de Michel Temer já prepara várias medidas econômicas para a obtenção do equilíbrio fiscal. Logo após a assumir a cargo de presidente, Temer deixou bem claro que pretende diminuir a participação do governo na economia brasileira. Para tal, ele planeja abrir o capital de algumas empresas que possuem a participação da União. São elas os Correios e a Casa da Moeda.

Além disto, serão postos à venda cotas de participação da União em cerca de 230 empresas pertencentes ao setor elétrico. Destas, 179 estão sob o controle da Eletrobras e são consideradas de Sociedade de Propósito Específico (SPE).

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Além destas, fazem parte do grupo, a Infraero, A Caixa Seguros, IRB Brasil e a Companhia Docas.

A intenção do governo, além de reforçar o caixa, é reestruturar algumas empresas que se encontram em uma situação bastante caótica e precisando de investimentos em caráter de urgência.

Neste rol, os Correios é a que precisa de uma maior atenção. Será preciso um plano de reestruturação da empresa que, no ano passado, fechou com um prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Para tal, planeja-se dividi-la em duas áreas distintas: a de encomendas e de logística. Entretanto, para finalizar o negócio, será preciso a aprovação do Congresso Nacional. 

De acordo com um dos técnicos, a empresa, mesmo com todos os problemas, possui ainda ativos valiosos, o que poderá torná-la rentável num futuro próximo. Atualmente, os Correios detém o monopólio das correspondências no país, o que não faz muito sentido, diante da tendência mundial da digitalização.

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Desde 2011, a empresa foi obrigada a se adequar à Lei das Sociedades Anônimas, numa tentativa de se preparar para abertura de seu capital à iniciativa privada.

Para empresas como a Infraero e a Companhia Docas, uma reestruturação será necessária. Na primeira, o governo estuda a divisão em vários setores, que seriam administradas por uma concessionária dos aeroportos de Santos Dumont e de Congonhas. Além disso, o governo pretende promover um Programa de Demissão Voluntária (PDV). A intenção é efetuar a sua abertura ao capital privado. O mesmo procedimento poderá ser adotado para a segunda empresa e também ofertá-la ao capital estrangeiro, com a ideia de que a operação dos portos brasileiros é um excelente negócio.

A intenção do governo é de se desfazer da participação em algumas empresas como a BNDESPar e em alguns frigoríficos. Entretanto, deverá preservar seu capital em empresas estratégicas como a Petrobras e o Banco do Brasil. Este último, como único financiador do Plano Safra.

O levantamento feito por uma empresa de consultoria especializada, a GO Associados, mostrou que, a venda da participação da União, nas principais empresas como a Eletrobras, Banco do Brasil, Petrobras, Infraero, Correios, Caixa, IRB e Banco da Amazônia poderá gerar uma arrecadação aos cofres públicos na ordem de R$ 127,8 bilhões. #Michel Temer