Uma polêmica está envolvendo um dos maiores grupos de comunicação do país, a Abril. Enquanto o país vive uma crise política e econômica, um jornalista do grupo Abril acusa a empresa de tê-lo censurado. Pelo visto, nem mesmo os jornalistas estão completamente seguros contra possíveis retaliações por conta de seus pensamentos e opiniões. A polêmica da vez envolve Gil Felisberto. De acordo com informações do site 'TV Foco' em matéria publicada nesta terça-feira, 17, Gil teria sido demitido depois que se indignou com a postura da mulher do presidente da editora Abril, Cristina Partel.

Cristina fez uma publicação na internet que foi considerada por muitas pessoas como xenofóbica, ou seja, que demostra um preconceito contra pessoas de outras regiões que não a sua.

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Ele foi demitido um dia depois de fazer a crítica e deu a entender que a demissão teria acontecido por represália. A Abril nega que a demissão tenha ocorrido por esse motivo, alegando que houve apenas uma reestruturação interna e que o desligamento já era previsto. 

Não será a primeira, nem a última vez que casos como esse são são registrados na imprensa. O ato de opinar ou reportar sempre mexe com muitos interesses. Por isso, alguns profissionais da mídia acabam sendo chamados de "chapa branca", evitando criticar a própria empresa em que trabalham. No entanto, a ação dos empresários não tem sido mais tão intensiva quanto no passado. Isso porque com as redes sociais ficou mais fácil falar o que se pensa e demitir um jornalista pode dar má repercussão com a empresa. Em suma, um empresário não tem mais como realmente controlar as opiniões de seu staff.

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O que ocorreu na Abril precisa ser olhado com cuidado, especialmente em um momento em que o país tem uma troca de poder sem ser de forma direta. Recentemente, a presidente Dilma Rousseff foi afastada por 55 votos do Congresso e o agora presidente em exercício Michel Temer assumiu o poder. O que se espera é que com as mudanças de #Governo continue a existir a liberdade de imprensa no país.  #É Manchete!