O cenário é adverso e os servidores federais, mais uma vez, se viram em uma situação, no mínimo, incômoda com a troca do chefe da nação. Os acordos salariais firmados pelo #Governo Dilma estariam mantidos? Em seu primeiro dia como ministro do Planejamento, Romero Jucá garantiu que sim.

O governo Dilma, em seus últimos dias antes do afastamento provisório, emitiu diversos decretos que, segundo economistas, comprometeriam seriamente o já deficiente orçamento da União. Foram acrescidos recursos ao PAC, concedidos reajustes ao programa social 'Bolsa Família', entre outras pautas que elevariam os gastos e reforçariam a tese de que o governo federal teria que 'apertar os cintos'.

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Considerado o homem mais atuante e braço direito do presidente em exercício, Michel Temer, o senador Romero Jucá assumiu junto com a posse do presidente da República, uma das pastas mais importantes do Governo Federal, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG. Em seu primeiro discurso, o ministro afirmou que os compromissos assumidos com o funcionalismo federal seriam cumpridos por Temer.

"Governo tem que ter palavra, vamos provar que nós temos.", afirmou Jucá quando falava sobre os reajustes firmados entre os servidores federais e a União previstos para agosto de 2016, no percentual de 5,5%, e o de Janeiro de 2017, segunda parcela que acrescentará mais 5% aos vencimentos dos servidores federais.

Ao todo, foram firmados pelo governo Dilma Rousseff, 32 acordos de reajustes salariais, na maioria dos casos, como na carreira de Ciência e Tecnologia, os acordos previam o reajuste do vencimento base e das gratificações de qualificação, desde sua implementação, elas nunca haviam recebido nenhum tipo de correção.

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Jucá afirmou que sua primeira reunião com Michel Temer, já como ministro de governo, será no dia 13 de maio às 9 horas. Fez questão de informar à imprensa de que a primeira pauta será justamente a manutenção dos reajustes firmados entre a União e os servidores federais.

O Governo Federal já possui a planilha de custos e estima que o impacto dos reajustes concedidos aos servidores federais custarão R$ 5,3 bilhões já para este ano. Ao todo cerca de 90% seriam contemplados neste reajuste. #Finança #Crise econômica