O juiz Luis Augusto da Silva Campoy deu uma decisão desfavorável ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, o MST. O magistrado da Vara de Duartina, em São Paulo, assinou uma ação que obriga que o MST desocupe a Fazenda Esmeralda. De acordo com o jornal 'O Estado de São Paulo', a propriedade foi ocupada na segunda-feira, 09, quando 800 manifestantes entraram no local dizendo que afazenda seria do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. A decisão foi assinada por Luis Augusto na sexta-feira, 13. Caso o MST desobedeça a ordem, a força policial poderá ser usada. Após deixar o local, caso haja uma nova tentativa de invasão, cada um dos manifestantes terá que pagar R$ 5 mil por cada dia em que as atividades da propriedade ficarem interrompidas. 

A invasão ocorreu três dias antes do Senado aprovar por 55 votos o afastamento da presidente Dilma Rousseff e Temer assumir o poder.

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A Fazenda Esmeralda é uma das maiores da região, tendo 1,5 mil hectares. De acordo com o 'Estadão', a propriedade seria do ex-coronel da Polícia Militar João Baptista Lima Filho. O coronel seria um amigo próximo do peemedebista que tenta conter a crise brasileira. Ainda segundo o jornal, Michel costumava frequentar o local. O MST diz que existem provas que ligam Temer à propriedade e que ele seria um dos sócios da fazenda. A assessoria do peemedebista nega que ele seja proprietário do local. 

Polêmicas e acusações sobre 'Escravidão' no trabalho rural

Aina neste sábado, 14, o MST, segundo o jornal 'O Estado de São Paulo', continuava na fazenda, mantendo a invasão. De acordo com o movimento, nenhuma notificação havia chegado. Segundo o coordenador estadual do MST, Matheus Assunção, assim que o oficial de justiça apresentasse um mandato com a decisão judicial, eles fariam uma assembleia para decidir os rumos do protesto.

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Matheus afirmou que o objetivo do movimento não é entrar em conflito com ninguém. 

Assunção disse ainda que mesmo com a saída do grupo do local, eles continuarão a reivindicar o uso da propriedade para a reforma agrária. Eles justificam que os donos da fazenda teriam incentivado o trabalho escravo no local.  #Governo #Impeachment #Michel Temer