O cerco começa a pegar fogo para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora quem pediu para incluir trechos da delação premiada  do Senador cassado Delcídio do Amaral (Sem Partido MS) foi nada mais do que o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki.

Entenda os acontecimentos

Zavascki é o Ministro relator da maior operação de combate contra a #Corrupção no Brasil, a #Lava Jato. O processo tramita na 13º Vara Federal em Curitiba (PR), conduzido pelo Juiz Federal Sério Moro.  A operação tem repercussão nacional e internacional em decorrência do envolvimento de políticos do alto escalão.

Um dos delatores que pertencentes ao rol de condenados da Lava Jato, chamou a atenção de Teori, que por sua vez, conferiu os depoimentos do delator Delcídio do Amaral  e ordenou a retirada de parte dos últimos depoimentos para serem anexados à denúncia feita pelo Procurado Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, contra o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva.

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O curioso é que as novas provas demonstram justamente o vínculo do petista com o banqueiro André Esteves, do BTG-Pactual, que negou em depoimento à Polícia Federal e na presença de Moro qualquer ligação com o ex-presidente, os dois envolvidos são acusados de tentar silenciar Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás também preso na Operação Lava Jato.

Alguns trechos do benefício da delação premiada de Delcídio afirmam que André Esteves, não só tem contato com Lula, como também é um dos principais responsáveis que mantém o Instituto Lula, que, diga-se de passagem, ainda abre as portas fictícias de palestras para o petista.

Também estão associados à mesma linha de investigação e já estão denunciados Diogo Ferreira, assessor do ex-senador Delcídio e o ex-advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, José Bumlai o ruralista e seu filho Maurício Bumlai.

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Todos estão sob a acusação de tentativa de obstrução à Justiça além da condição de partícipe, ao impedir que Nestor Cerveró aceitasse relatar através da Delação Premiada.

Outro fato de grande relevância sobre os trechos da delação do ex-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal, o Senador cassado Delcídio do Amaral, consiste em provas de difícil questionamento, tanto que, o Ministro Teori, colheu mais alguns trechos que referencia Lula e estendeu para outro processo de parlamentares que estão sendo investigados pelo esquema de corrupção e formação de quadrilha.

Portanto, todas as informações correm em segredo de justiça decretado pelo relator da Operação Lava Jato o Ministro Teori Zavascki, da Suprema Corte Federal, que enfatizou “evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo quanto a eventuais consequências no plano da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal”.