" Agora não tem mais jeito. Perdemos" . Esta foi a frase que um dos amigos próximos ao ex-presidente Lula lhe disse ao acompanhar, junto com ele, a saída de Dilma do Planalto. De acordo com matéria publicada pelo Estadão, na última quinta-feira, dia 12, o petista teria desabafado junto a seus interlocutores todo o seu arrependimento por não ter sido candidato à presidência em 2014.

O PT já pressiona Lula para ser candidato em 2018

Diante da confissão de #Lula, o seu próprio partido já partiu para " pressionar" o ex-presidente que concorra nas eleições de 2018. Para isto, tanto o seu maior candidato quanto a sigla vão aguardar o resultado da operação Lava Jato.

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Tanto Lula, quanto seus apoiadores já tomaram consciência de que o argumento de "golpe" não deverá se sustentar por por muito tempo. O partido já sente a necessidade de se buscar uma nova bandeira de luta, que justifique a campanha petista de 2018 rumo ao Palácio do Planalto.

Longe dos microfones e dos holofotes, Lula já se convenceu de que será muito difícil  a volta da presidente afastada, ao final dos 180 dias. O dirigente petista já começou a se planejar para o chamado período pós-Dilma. Para isto, novas estratégias deverão ser definidas durante a próxima reunião do Diretório Nacional do PT na próxima terça-feira, dia 17.

A estratégia inicial é uma oposição pesada ao governo de Michel Temer

Antes da reunião do partido,  a palavra chave para o partido de Lula parece ser resistência.

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Imediatamente, uma comissão de parlamentares já está em formação para que sejam examinadas as primeiras medidas que deverão ser divulgadas pela equipe de Michel Temer. O PT vai agir no sentido de desmontá-las. De acordo com o senador Humberto Costa (PT-PE), deverá ser feita uma oposição firme, sem comprometer a estabilidade econômica. As ações deverão ocorrer no sentido de evitar a perda de direitos sociais e as sistemáticas privatizações, tais como a da Caixa Econômica, conforme anunciou também o senador Paulo Rocha (PT-PA), líder do partido.

A intenção do PT é aprofundar suas ações no Senado. Eles sabem que tanto Renan Calheiros (PMDB-AL) e Temer são antigos desafetos. O partido poderá defender a realização do plebiscito nacional sobre a antecipação das eleições gerais, ideia rejeitada pelo atual presidente da República e que chegou a ter o apoio do presidente do Senado. Além disto, sabe-se que a casa liderada pelo senador alagoano mostrou sinais de descontentamento com relação ao ex-vice da República, por ocasião da montagem do seu ministério. A sigla deverá lançar mão de várias ações para aumentar as desavenças entre os dois.  #Governo #Dilma Rousseff