O ex-presidente Lula, que já iniciou as conversas entre seus aliados para 2018, declarou para os mais próximos, nestes últimos dias, que o partido ainda não possui nomes capazes de emplacar uma chapa de peso para a próxima disputa presidencial. E isto inclui ele mesmo. 

Diferentemente de anos anteriores, o petista reclama do fato da sigla não conseguir emplacar nomes de peso que possam impactar o pleito. As únicas opções que restam são os nomes de Jaques Wagner, ex-ministro da Casa Civil de Dilma, e o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Na visão do ex-presidente, os ex-ministros de sua sucessora deveriam assumir postos de comando dentro do PT.

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Neste sentido, Miguel Rossetto e Ricardo Berzoini deverão assumir tais postos. De acordo com o vice-presidente do partido, Paulo Teixeira, o objetivo é dar um reforço ao núcleo partidário e, com isso, garantir um maior suporte para a defesa de Dilma, até que o processo de impeachment possa ser julgado.

A dúvida de #Lula novamente recai sobre os dois nomes que se sobressaíram. No caso de Wagner, ele não deixa de considerar que o ex-integrante da equipe de Dilma poderá enfrentar dificuldades, pois o ideal seria que ele continuasse a ocupar algum ministério, o que ajudaria a projetar seu nome nos meios políticos. Foi assim no caso da presidente afastada, quando Lula era presidente. Além disso, pesam contra o ex-ministro as acusações de ter recebido propina durante a sua campanha para o #Governo da Bahia, conforme delação assinada por Nestor Cerveró.

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O petista tenta desmentir tal informação.

No caso de Haddad, a sua provável candidatura em 2018 vai depender de sua reeleição para a Prefeitura de São Paulo. Em todo caso, Lula aconselhou que a imagem do petista não se torne excessivamente associada ao PT, pois são constantes as idas e vindas do prefeito da capital paulista ao Instituto que leva o nome do ex-presidente.

Para a discussão de tais questões, o petista já acionou a atuação de Rui Falcão, dirigente atual do partido a nível nacional. Nos dias 16 e 17 próximos, Lula e seu partido promoverão reuniões para que sejam definidas novas e urgentes estratégias a serem adotadas neste período "pós-impeachment". O encontro promete ampliar seu alcance com a inclusão do Diretório Nacional e a discussão sobre a necessidade de se convocar ou não novas #Eleições a nível nacional.

Por enquanto, Lula optou por trabalhar nas próximas eleições municipais, a fim de minimizar os prejuízos com o desgaste de sua sucessora e os desdobramentos da operação Lava Jato.