A palavra grega “laikós” se traduzida literalmente significa, enquanto adjetivo, algo que emana do povo, que é popular ou até leigo. Quando se transposta essa palavra grega para o contexto político de um país ou Estado soberano, pressupõe-se de que não haja interferência religiosa na vida pública da sociedade, independente da ideologia política que esteja no comando do país, ou que essa nação seja um Estado laico.                 

Entretanto, depois do #Impeachment de #Dilma Rousseff, com a participação direta do seu ex-presidente, Michel Temer, será que o Estado Brasileiro tem adotado essa postura laica, que é inclusive uma normativa da Carta Magna ou Constituição do país?! A resposta se dá em um redundante não!

Ocorreu de forma explícita o envolvimento de líderes e clérigos religiosos no fenômeno da passagem do bastão de poder em Brasília, pois um país que é laico trata as religiões com imparcialidade, protegendo os seus cidadãos da chamada interferência de denominações religiosas diversas no que diz respeito aos temas, principalmente políticos e culturais, ou seja, por lei, a #Religião não poderia ter participação na atuação do Estado.

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Resumindo, de acordo com a Constituição Brasileira, o país é um Estado laico, não estando sujeito a uma religião única ou mesmo oficial, assim como no Vaticano em que a Igreja Católica é a regra, no Irã muçulmano ou Israel, que é um estado Judeu. Então, o “novo” governo de Brasília na pessoa de Michel Temer já pode ter nascido errado, pois logo após esse ter proferido um discurso como o novo presidente do Brasil, recebeu imediatamente a visita de um dos mais polêmicos e contestados líderes protestantes, Silas Malafaia, o qual, junto com Temer fizeram uma oração pelo país.

Malafaia tratou de logo se manifestar pelo Twitter ao escrever: “estivemos na posse do novo presidente e fizemos uma oração para Deus abençoar o Brasil e seu governo”. Para quem não sabe, as movimentações político-religiosas já haviam começado em abril, pois o pastor tinha “abençoado” Temer no interior do Palácio do Jaburu. 

Não contente de se ater somente às suas atividades religiosas, Silas Malafaia veiculou ataques nas redes sociais ao ex-presidente Luiz Inácio, tão logo ficou confirmado o impeachment de Dilma Rousseff.

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O “maior derrotado, sem dúvida, chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Caiu a arrogância, a prepotência e o cinismo. A soberba precede a ruína”, reiterou Malafaia. 

O religioso criticou ainda o que ele chama de “esquerdopatas”, por dizer que Temer escolheu muito bem o ministro na educação, o ex-deputado federal José Mendonça Bezerra Filho (DEM-PE) que, segundo Malafaia, varrerá a ideologia de esquerda do sistema educacional do Brasil. Vale frisar que o mesmo Mendonça foi o arquiteto da emenda que levou a conquista do 2º mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1997. 

Qual a sua opinião, a Constituição do Brasil está ou não sendo respeitada pelos atuais políticos no poder. Religião e Estado devem andar de mãos dadas? O que será do futuro político e econômico do gigante sul-americano, Brasil, após a saída de mais de 13 anos do PT no Governo?