O fim do Ministério da Cultura está dividindo a classe artista. Nesta terça-feira, 17, por exemplo, um grupo de artistas chegou a fazer um protesto em Cannes. Com cartazes, nomes do filme Aquarius, como Sonia Braga, diziam que havia um golpe no Brasil. A expressão "golpe" tem sido usada pelos defensores da presidente da república Dilma Rousseff, que não concordam com o processo de #Impeachment e com o afastamento da petista. Enquanto isso, alguns outros artistas que defenderam a saída de Dilma do poder tentavam minimizar o que ocorre no país na parte da cultura. O ex-Casseta e Planeta Marcelo Madureira, por exemplo, lembrou que está tendo negócios particulares com esforço próprio e questionou se nomes conhecidos também não conseguiriam viver sem a ajuda de benefícios públicos.

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Para Marcelo, apenas manifestações culturais que não são sustentáveis, como orquestras, museus e ritos folclóricos precisam da ajuda. 

Já o ator e apresentador Márcio Garcia pediu eleições diretas através de um post no Instagram. Ele compartilhou um desabafo de Malvino Salvador e disse que estava feliz com a saída do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. "Tirar o PT do poder foi uma obrigação da nação", disse ele, argumentando que o partido poderia dominar o legislativo e o judiciário, característica comum nas ditaduras. Apesar de ser contra o partido de Dilma Rousseff, ele se referiu ao presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB como "essa pessoa", dizendo que ele não representa a nação. Enquanto a polêmica em torno do assunto continua, Temer continua procurando um nome feminino para a Secretaria de Cultura, mas tem sido difícil.

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A primeira mulher a negar o cargo foi a apresentadora e jornalista Marília Gabriela, que teve tentativa de convencimento da amiga Marta Suplicy. A sexóloga e Senadora trabalhou no 'TV Mulher' com Marília na década de 1980. Outro nome que chegou a ser cogitado foi o da atriz Bruna Lombardi, mas quem deve ficar mesmo com o cargo é Zezé Motta, que já trabalhou em questões culturais e contra o racismo.