Mendonça Filho, novo Ministro da Educação, pretende fazer uma verdadeira revolução na pasta. Em entrevista dada ao jornalista Guilherme Moraes do UOL publicada nesta terça-feira, 17, ele defendeu, por exemplo, que as universidades públicas tenham direito de cobrar para oferecer cursos de pós-graduação. Isso já acontece em algumas modalidades de cursos em universidades estaduais. Não é a primeira vez que Mendonça Filho fala favoravelmente ao pagamento de mensalidades. No ano passado, ainda quando era deputado federal, ele já tinha dado declarações públicas sobre o mesmo assunto.

Essa é apenas mais uma das polêmicas do governo do presidente em exercício Michel Temer, que enfrenta questões a serem resolvidas em áreas como a saúde, previdência social e Cultura, que teve o Ministério extinto.

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Agora apenas uma Secretaria ligada ao governo tratará das questões culturais. O nome do titular da pasta ainda não foi escolhido. Por enquanto, as questões dessa área estão sendo cuidadas justamente pela pasta de Mendonça, o Ministério da #Educação

De acordo com o Ministro da Educação, cobrar pelos cursos de pós-graduação traria um dinheiro a mais para as universidades públicas. Ele cita o exemplo da maior universidade do país, a USP,  que estaria com um rombo de mais de R$ 500 milhões só para este ano. A entrevista causou muita polêmica na entrevista, especialmente entre aqueles que não concordam com o governo de Michel Temer e chamam sua gestão de golpe. "Enquanto Dilma lutou para dar mais acesso à educação, Temer mal aparece e já tem várias propostas estapafúrdias", disse um internauta ao compartilhar uma notícia sobre o tema na internet. 

Mais cedo, a polêmica foi no Ministério da Saúde.

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O titular da pasta defendeu que o atual modelo do Sistema Único de Saúde (SUS) fosse revisto, com a diminuição de direitos dos cidadão, inclusive, o acesso gratuito e igual a todos os brasileiros. Horas depois de dar a entrevista, Ricardo Barros  recuou e disse que não seria necessário rever o tamanho do SUS.  #PT