É difícil de imaginar como acontecem os gastos que 'assaltam' os cofres públicos do governo. O país passa por uma crise política e econômica acentuada, e, mesmo assim, em uma análise rápida dos desdobramentos políticos dos últimos quinze dias, o que vemos, em sua maioria, é o detrimento da nação em favor de uma pequena parcela de cidadãos.

Novo governo deve enxugar custos e não manter salários de comissionados

Face a isso podemos ver o pedido dos ex-ministros do governo de Dilma Rousseff. Os dois agora ex-ministros eram responsáveis pelas pastas da Advogacia Geral da União e da Controladoria Geral da União, ministério extinto pelo presidente em exercício, #Michel Temer.

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Cardozo e Navarro protocolaram pedido de manutenção de seus salários por seis meses. Cada um recebia mais de 30 mil reais, enquanto eram ministros do governo de Dilma Rousseff. Em seis meses, o valor repassado chega a mais de 350 mil reais, se o processo de #Impeachment durar o máximo de 180 dias previsto.

Ex-ministros justificam pedido de manutenção do salário

Segundo a justificativa apresentada pelos ex-ministros ao Conselho de Ética, os dois continuariam a desenvolver trabalho para a República Federativa do Brasil. O ex-ministro Eduardo Cardozo afirmou que defenderá a presidente Dilma Rousseff durante o julgamento do impeachment, que poderá acontecer em até 180 dias.

Já o ex-ministro da CGU, Luiz Navarro de Brito, afirmou que participa do Conselho de Ética da Presidência da República, o que justificaria a permanência de sua remuneração.

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Outros pedidos foram entregues ao presidente em exercício, Michel Temer, mas somente os dois foram divulgados como deferidos, onde Temer autorizou a continuação do pagamento dos dois ex-ministros.

O governo de Temer (PMDB) começou fragilizado, recebendo diversas críticas por não encontrar nenhuma mulher para ocupar algum ministério. O presidente se defendeu alegando que teve menos de 48 horas para indicar nomes para as pastas, que foram assumidas após o afastamento de Dilma.