Após a confirmação do afastamento da presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (12), o vice #Michel Temer assume interinamente a presidência do Brasil por até 180 dias. Com a certeza do que estava por acontecer, Temer já tratava de definir seus ministros. A promessa é de corte de dez Ministérios, restando 22 e transformando outros em Secretarias. A decisão precisa de aprovação do Congresso Nacional e a expectativa é de que esta medida provisória seja aprovada em até um mês.

Quem é quem no #Governo Temer            

Embora tenha manifestado a vontade de formar um governo com pessoas notáveis em suas áreas de atuação, a realidade é que Temer precisa acomodar os políticos de sua base de apoio.

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Assim sendo, já negociou com alguns partidos. Ministérios e Secretarias incluem alguns investigados no esquema de corrupção da Petrobras.

O comando do Ministério da Educação deve passar para o deputado Mendonça Filho (DEM). A Cultura perde o status de Ministério e passa a ser uma Secretaria vinculada à Educação, sob o comando de Roberto Freire (PPS). Também Portos e Aviação Civil passam a ser Secretarias, dentro da pasta de Transportes. Este Ministério deve passar às mãos de Maurício Quintella Lessa (PR).

O Ministério de maior peso devido à gravidade da crise econômica, o da Fazenda e Previdência, deve ficar com Henrique Meirelles (PSDB). Outro velho conhecido é Romero Jucá, que foi líder dos governos Fernando Henrique, Lula e Dilma. Jucá, que consta da lista de investigados da Operação Lava Jato, deve assumir o Planejamento.

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Eliseu Padilha (PMDB), que já foi ministro de FH e de Dilma, vai para a Casa Civil.

Escolhido pela facilidade de articulação no Congresso, Geddel Vieira Lima, que tem interesse pessoal no foro privilegiado devido à investigação na Lava Jato, deve assumir a Secretaria de Governo. Cotado para o Turismo, Henrique Eduardo Alves, também citado na Lava Jato, passaria a obter o mesmo benefício.

Outros nomes que devem ser confirmados são Sarney Filho, Gilberto Kassab, Alexandre de Moraes e José Serra.