Alexandre de Moraes teve uma gestão considerada polêmica por muitos durante sua gestão como secretário de segurança de São Paulo. Ele assumiu nesta quinta-feira, 12, o cargo de Ministro da Justiça e Cidadania, junto ao presidente em exercício Michel Temer. Em sua primeira entrevista dada a jornalistas, ele concluiu que atividades criminosas de movimentos sociais precisam ser combatidas, dando como exemplo o fato de manifestantes terem colocado fogo em pneus durante protestos em São Paulo, impedindo que milhares de pessoas fossem ao trabalho e prejudicando a economia do estado. Alexandre revelou que apoia completamente à Lava Jato, dizendo ser a favor do "Combate total à corrupção".

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Segundo ele, a operação virou um símbolo em nosso país. 

Ele ainda disse que se possível, melhorará ainda mais a operação, ampliando sua celeridade e a deixando mais efetiva. O Ministério da Justiça incorporou o das Mulheres, da Igualdade Racial e Direitos Humanos. No passado, ele chegou a defender, por exemplo, o uso da "bala de borracha" para conter grandes tumultos. Uma lei chegou a ser aprovada em São Paulo proibindo o uso do artifício, mas o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB) não aceitou. "O MTST, ABC ou  ZYH serão combatidos a partir do momento em que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneus, colocar em risco as pessoas, que são atitudes criminosas", revelou.

A atitude e o pensamento diferente dividem os eleitores. Na internet, pessoas de ideologia mais voltada à esquerda demonstram o medo da repressão, revelando que no governo da presidente da república Dilma Rousseff todas as manifestações eram permitidas.

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No entanto, até no governo da petista, durante vários episódios, protestos mais "quentes" foram reprimidos por força policial, como, por exemplo, quando tentaram invadir o Palácio do Planalto em 2012, quando havia em todo país críticas ao alto preço do transporte público. Naquele ano, boa parte dos brasileiros não aceitou pagar R$ 0,20 a mais para usar um serviço deficitário. 

Já os brasileiros mais alinhados à direita concordam que não dá para parar tudo por conta de um protesto, pois isso seria, de certa maneira, impedir o direito de ir e vir dos outros.  #Impeachment #Michel Temer