O recém-empossado governo Michel Temer, enfrenta desafios extremamente complexos em relação à situação da realidade brasileira. O novo ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, compreende a eficácia e enorme importância da maior operação de combate à corrupção e crime organizado, já realizada pela Polícia Federal no Brasil: a Lava-Jato, sob o comando do juiz paranaense, Sérgio Moro.

O novo ministro deixou claro que o #Governo do presidente interino Michel Temer, atuará de forma substancial em apoio às investigações da Polícia Federal, inclusive com todo o suporte necessário e valorização para que não ocorram dúvidas quanto ao objetivo da nova administração do País em relação ao pleno funcionamento do trabalho desempenhado pelos juízes federais, delegados, policiais e membros do Ministério Público.

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Moraes assinalou que dará total respaldo ao trabalho de Leandro Daiello, que é diretor geral da Polícia Federal. Segundo o novo ministro da Justiça, o trabalho de Daiello é "extremamente competente e republicano", afirmou em entrevista. Moraes analisou também as dificuldades das instituições investigativas, e apregoou que podem ser consideradas melhorias quanto à disponibilidade de recursos financeiros, inclusive com a possibilidade de autonomia orçamentária à PF, nos mesmos moldes que ocorre com o FBI, nos Estados Unidos.

Apoio à delação premiada

Alexandre de Moraes afirmou ainda que o instrumento da colaboração premiada, utilizado ostensivamente pela Operação Lava-Jato, nos processos investigativos sobre os escândalos de corrupção da Petrobrás, é fundamental nos casos de corrupção e criminalidade organizada e, de acordo com ele, os acordos de delação"devem continuar sem problemas, com a participação de todos os atores na esfera da área criminal", declarou.

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Moraes referiu-se ainda que o Ministério da Justiça, sob o seu comando, reconhece e respalda a Polícia Federal e Ministério Público e que a independência da PF deve ser total, de acordo com os termos estabelecidos pela Constituição Federal do Brasil.

Outro ponto de destaque da entrevista do novo ministro dada ao jornal O Estado de São Paulo, trata-se da restrição ao foro privilegiado, somente para presidente e vice da República, além dos presidentes da Câmara e do Senado e ministros do Supremo Tribunal Federal, tudo de acordo com a Constituição de 88. #Lava Jato #Michel Temer