A troca de cargo no mais alto escalão do Governo, a presidência da República, acarretou em diversos serviços federais apreensão a respeito dos reajustes salariais, que foram acordados durante a gestão de Dilma Roussef. Na tentativa de controlar o incêndio, o ministro Romero Jucá afirmou que sua primeira pauta é justamente garantir que os acordos firmados serão cumpridos.

Ao se pronunciar sobre o reajuste do funcionalismo federal, na entrevista concedida ao portal G1, o ministro havia reportado que defenderia os acordos celebrados com os servidores do Executivo. O não posicionamento do ministro a respeito das demais categorias gerou um mal estar, que acaba de ser resolvido.

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Em novo pronunciamento, desta vez ocorrido na última sexta feira, Romero Jucá mencionou que também estão garantidos os acordos salariais dos servidores federais da Justiça. Acordo este de 41,47%, que será parcelado entre 2016 e 2019, ocorrendo de fato o cumprimento da promessa do Governo Federal interino, o impacto nas contas da União será de R$ 1,5 bilhão já em 2016.

Ao todo, o Governo Federal, na gestão de Dilma Roussef, firmou acordos salariais com mais de 32 carreiras do Executivo Federal, do Judiciário e com os militares. Ainda não foi registrado nenhum posicionamento de qualquer integrante do 'novo' governo sobre a situação destes últimos que, tal qual os servidores do Executivo, teriam parcelados os seus reajustes entre agosto de 2016 e janeiro de 2017.

As categorias de todo o funcionalismo federal formaram grandes mobilizações para conquistarem o direito aos reajustes salariais que, no caso dos servidores do Executivo, sequer cobrem a inflação do período.

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Em tese, a equipe de Dilma negociava com a previsão inflacionária dos anos seguintes, previsões essas que normalmente estavam defasadas em relação aos índices que eram constatados.

O eleito por Michel Temer para ressuscitar a economia, ministro Armínio Fraga, prevê que o Governo Federal terá que tomar medidas extremas para conseguir fazer a economia, segundo suas palavras, "voltar aos trilhos". #Finança #Crise econômica