Uma das maiores polêmicas do governo do presidente em exercício Michel Temer foi o fim do Ministério da Cultura. O peemedebista que assumiu na quinta-feira, 12, juntou a pasta com o Ministério da Educação, mas depois da má repercussão pode criar uma secretaria para cuidar do assunto. A redução de pastas foi um ato simbólico, que demonstra a redução de custos do governo em um momento de crise, ainda que na prática a quantia tenha muita diferença do que era gasto anteriormente nesse primeiro momento. Isso porque os comissionados serão exonerados até o fim do ano. Artistas que apoiaram o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff agora sentem o gosto amargo do ódio online.

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Nomes conhecidos como Márcio Garcia, Susana Vieira e Marcelo Serrado passaram a sofrer represália de seus seguidores, acusados de liderarem um movimento que os prejudicou. Tudo isso porque eles foram a atos contra Dilma e agora o novo presidente, #Michel Temer, anunciou o fim da pasta. Um dos memes mais compartilhados mostra os famosos citados com uma camisa amarela e a frase: "Oba! Acabamos com o Ministério da Cultura".

Em entrevista publicada nesta sexta-feira, 13, no jornal O Globo, Marcelo Serrado lamentou esse tipo de publicação, a qual ele chamou de Fla x Flu que prefere não comentar. De acordo com ele, essa não é uma campanha contra ele, mas que "é muito triste esse momento de arrogância". Para o profissional da dramaturgia, esse tipo de comportamento prevalece dos dois lados, quando o importante seria refletir por um país melhor.

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O ator disse também que existem pessoas sérias dos dois lados.

Serrado lembrou que durante o governo Dilma já estavam querendo acabar com a Lei Rouanet, fazendo com que 100% dos incentivos fiscais das empresas não fossem mais pagos aos artistas. O novo projeto já passou na Câmara dos deputados e aguarda uma decisão do Senado. A lei precisa ainda agora ser sancionada pelo presidente em exercício Michel Temer. Não foram todos os artistas que não gostaram do fim do Ministério da Cultura. Sandro Rocha, do filme 'Tropa de Elite', por exemplo, comemorou a extinção da pasta, dizendo que ela era uma "mamata" e que funcionava com "propina".  #Dilma Rousseff