Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da 'Folha de São Paulo', publicada nesta segunda-feira, 16, o novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, falou sobre os desafios da pasta que assumiu. Entre as polêmicas abordadas na conversa, ele defendeu, por exemplo, que o presidente em exercício, #Michel Temer, não tenha a obrigatoriedade de nomear para a Procuradoria-Geral da República o nome mais votado de uma lista com três profissionais da justiça. De acordo com ele, isso foi uma prática equivocada que foi estimulada durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Durante os governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff essa prática se tornou comum, com o primeiro nome da lista sendo escolhido.

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Essa situação agrada o jurídico. No entanto, o Ministro da Justiça alerta que o presidente da república não é obrigado pela constituição a escolher o mais votado. 

Assumindo a área da Secretaria para as Mulheres, o Ministro garante que não haverá nenhum retrocesso, tampouco que o poder da polícia ou do governo seja absoluto, mas que o mesmo precisa ser pensado nas manifestações. "Nenhum direito é absoluto. País precisa funcionar", disse ele sobre o fato de protestos fecharem vias importantes do país, o que atrapalha outro direito previsto na constituição, o de ir e vir. A livre manifestação também é prevista na constituição. Alexandre também comentou o fato de alguns Ministros do novo governo serem investigados pela Lava Jato. Ele revela que não vê contradição na escolha e que uma coisa é ser investigado, outra acusado e a terceira condenado. 

A entrevista foi publicada um dia depois de Michel Temer falar pela primeira vez a um programa de televisão.

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Neste domingo, 15, ele conversou com a repórter Sônia Bridi, do 'Fantástico'. Ao 'Show da Vida', o peemedebista disse que não tem medo de ser impopular, que o importante é tirar o Brasil da crise e que justamente por isso não ter qualquer pretensão em se candidatar à presidência em 2018. Ele revelou ainda que pretende colocar a esposa, Marcela, em uma função social do governo.  #Impeachment