Dilma Rousseff, a quase ex-presidente do Brasil, se isolou em seu mundo de faz de conta 'que estou sofrendo um golpe', enquanto espera o fatídico fim de suas ilusões. Nos dias que antecederam a oficialização de seu afastamento, quando ainda tinha esperança de um resultado oposto ao que ocorreu na votação da Câmara de Deputados, Dilma se dirigiu sozinha ao Palácio da Alvorada, imersa em seus pensamentos equivocados. Em contrapartida, o dia seguinte foi, sem sombra de dúvidas, um dos piores momentos em sua vida de Presidente da República. O seu destino foi selado no Senado federal, e seu afastamento foi oficializado. Tomada de um grande mal humor por antever o final trágico de seu mandato, #Dilma Rousseff convocou todos os ministros que estavam no corredor do 3º andar do Palácio para irem ao seu gabinete.

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Logo após ter assinado o comunicado de que foi instaurado o processo de seu afastamento, por crime de responsabilidade, a presidente começou a destituição dos cargos dos ministros. Diz-se que Dilma repreendeu  severamente todos os ministros que tentaram destituí-la da ideia de exonerá-los. Segundo fontes, o ministro Jaques Wagner insistiu em que ela deveria deixar o constrangimento para Temer, para reforçar a tese de golpe, mas Dilma o repreendeu de imediato.

A frieza de Dilma no final

Segundo um interlocutor que esteve com Dilma, ela se manteve absolutamente fria. De acordo com os mais próximos, isso seria uma característica da Presidente, em momentos de grande crise. Dizem que até faz graça de sua própria desgraça e, em suas reflexões, diz que fizeram tudo o que puderam.

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Mas suas palavras amargas foram para os vira-casacas nos 45 do segundo tempo. Dilma Rousseff havia descoberto, nos últimos dias, que o ministro do planejamento, Waldir Simão, vinha participando de reuniões a portas fechadas com o senador Romero Jucá, escolhido por Temer, para integrar seu governo. Também teve decepção com um funcionário que era secretário executivo de Nelson Barbosa, que também fechou com Romero Jucá. Apesar de seu abatimento, Dilma Rousseff, vai continuar insistindo que foi vítima de uma golpe e foi injustiçada, porque não cometeu crime algum.

O mundo paralelo da presidente

Enquanto isso, no seu mundo de faz de conta, Dilma permanece mergulhada na ilusão e fantasia de que não houve pedaladas fiscais, nem estelionato eleitoral e muito menos tentativas de obstrução de justiça, denunciadas por Delcídio do Amaral e Marcelo Odebrecht. A presidente Dilma continuará tendo as regalias, assim como seu salário integral, aviões da FAB, carro oficial com motorista e uma estrutura de gabinete, para continuar com suas viagens pelo mundo denunciando o'golpe'. #Impeachment