Nicolás Maduro foi um dos poucos líderes latinoamericanos que se pronunciaram contra a aprovação do afastamento da presidente Dilma Rousseff do posto mais importante do governo. O presidente da Venezuela disse nesta quinta-feira, 12, que o que acontece com a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) é um golpe de estado, usando a mesma expressão que a legenda utiliza para argumentar contra um processo que segue o rito da constituição brasileira. Maduro disse ainda que ele e a Venezuela devem ser o próximo alvo de uma ação política parecida. Ele ainda chamou o afastamento e possível deposição de Rousseff de grande perigo e que isso complica a estabilidade não só do Brasil, mas de todo o continente. 

Maduro falou também que tem plena certeza que há aqui um golpe e que por isso ele não iria se calar.

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"Sei que agora vêm atrás da Venezuela", disse o representante da política venezuelana diretamente no palácio presidencial de Miraflores. O político do país de esquerda disse que os problemas do Brasil são movimentados por fios de fora. No passado, ele chegou a acusar os Estados Unidos de estarem apoiando o #Impeachment de Dilma através de ações com empresários. Se o Brasil vive uma crise política grave, a Venezuela vive uma econômica sem tamanho.

A inflação chega aos três dígitos, obrigando o governo a fabricar mais dinheiro. O serviço público funciona de três a quatro dias na semana. O mesmo vale para entidades particulares. O presidente chegou a pedir que as venezuelas evitassem usar o secador de cabelo por conta de outra crise, a energética. Com exceção de Caracas, capital do país, diversas outras regiões vivem períodos longos de apagão. 

Maduro herdou a gestão de Hugo Chaves e continuou com a proximidade com o governo brasileiro, visto pela Venezuela como também de esquerda.

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Quem também se disse indignado com o afastamento de Dilma foi o líder do governo boliviano, Evo Morales. Ele usou as redes sociais para chamar Rousseff de irmã. Outros países usaram palavras mais amenas para se referir a esse momeent #Dilma Rousseff