O censo crítico de representantes da população e até de líderes mundiais, ultimamente, parece estar um tanto ofuscado na tomada de decisões e expressão de opiniões em público, a ponto das pessoas perderem o norte e indagar o que é certo ou errado, o que pode ou não ser feito para corrigir desvios sociais, problemas de convivência, segurança e criminalidade do mundo moderno. Um exemplo clássico disso são os pronunciamentos do novo presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que é um indivíduo que oscila do carisma à preocupação mundial.

Duterte conquistou as eleições representando uma espécie de “herói” que não suporta crimes, #Corrupção, e o tráfico de drogas, todos flagrantes delitos comuns nas ilhas filipinas hoje em dia.

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Qual é a leitura que Rodrigo Duterte faz de tudo isso e, principalmente, quais os “remédios” que o mesmo receita para a cura dos males em questão? Os discursos e entrevistas públicas do presidente respondem, a saber: “quando eu for presidente, darei ordens à polícia e ao Exército para caçar essa gente e matar todos eles”; “esqueçam as leis de direitos humanos”; “vou esquartejar criminosos diante de vocês se assim quiserem”; “eu mataria meus próprios filhos se fossem viciados em drogas”.

Rodrigo foi prefeito de Davao, cidade situada na ilha de Mindanao por 22 anos. Davao era uma mancha para as Filipinas, mas hoje é uma região de prosperidade depois das ações de Duterte, que se utilizou de ações como: homicídios extrajudiciais e o uso de “esquadrões da morte”, conforme denunciaram ONGs voltadas aos direitos humanos.

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O presidente tem 71 anos e já apresentou por vezes, #Comportamento agressivo e polêmico; todavia, fato é, esse mesmo personagem encarna “a última esperança” para o povo das ilhas, que já não suporta mais os absurdos e desmandos políticos das Filipinas. Duterte, com o seu apelo emocional fortíssimo, consegue fãs desde os mais jovens aos mais velhos, pessoas de ambos os sexos e de classes sociais antagônicas, que o veem como o grande baluarte contra a criminalidade e os traficantes de droga em geral.

Em 1989, ocasião em que uma missionária da Austrália, além de ter sido estuprada, ainda foi morta em uma rebelião carcerária, Duterte, desarrazoadamente disse: “ela era tão bonita... O prefeito deveria ter sido o primeiro a abusar dela”. A questão é que o prefeito não era ninguém menos do que ele próprio, naquele ano. O político chegou a pedir desculpas à sociedade sem muita eloquência, mas na corrida presidencial, confessou ser um mulherengo contumaz e que possui muitas amantes. Duterte defende ainda os direitos dos indivíduos LGBT e isso, em um país que a maioria professa ser católica.

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O grande carro chefe da campanha de Rodrigo Duterte foi o tópico segurança, mas no âmbito da política externa afirmou estar disposto a negociar com a China sobre a pendenga que envolve um número considerável de ilhas no Mar do Sul da China. Quanto à economia do país, Duterte falou que isso ficará ao encargo dos seus assessores que são especialistas no tema. O presidente Benigno Aquino, que deixa o poder, fez muito esforço para impedir que Rodrigo alcançasse a vitória, inclusive o comparando ao ditador Hitler, mas, enfim, o apelo de Aquino não adiantou de coisa alguma. O que você acha que acontecerá com Duterte nas Filipinas ou com as Filipinas com Duterte? #Crime