Não está sendo fácil para o PSDB reassumir o protagonismo em esfera federal deixado após a saída do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no fim de 2002. Com seus três principais nomes atualmente já tendo sido rejeitados nas urnas – Serra em 2002 e 2010, Alckmin em 2006 e Neves em 2014 -, restou ao partido assumir a carapuça de segundo colocado e ficar com as migalhas oferecidas pelo PMDB.

Nem como oposição em pouco mais de 13 anos (seria 13 o número do azar tucano?) o partido conseguiu demarcar território. Foi preciso o PMDB, até então governo, assumir sua posição de oposição para conseguir fazer frente ao PT e derruba-lo momentaneamente.

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Os três líderes peemedebistas Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros fizeram no Congresso o que o PSDB falhou nas urnas em quatro tentativa.

O PMDB desembarcou, oficialmente, do governo Dilma no dia 29 de março de 2016. No dia 12 de maio, menos de dois meses depois, a presidente era afastada. A eficiência peemedebista de ser oposição joga para escanteio os tucanos, que se viam como sucessores naturais do PT na presidência.

Para o PSDB fica o gostinho de, no máximo, fazer parte do governo Temer com seus três ministros.

O deputado Bruno Araújo assume a pasta de Cidades, José Serra, aquele mesmo derrotado, assume o Ministério das Relações Internacionais e Alexandre Moraes, indicação de Alckmin, o outro derrotado, assume o Ministério da Justiça e Cidadania.

E o Aécio, bom, o Aécio não assume nada.

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Ele se contenta em fazer um acordo com o presidente interino para garantir que Temer não será candidato à presidência em 2018. Além, claro, de dar um belo papagaio de pirata na cerimônia de posse dos novos ministros. #Dentro da política