A categoria masculina de vôlei conta com duas referências para as Olimpíadas Rio 2016, os veteranos tem mais de 10 anos no time e fazem questão de repassar a experiência aos mais novos.

Murilo, com 35 e Serginho, com 40 anos, são os representantes da Seleção masculina de voleibol do Brasil, os dois já se preparam para o novo desafio mundial, ou seja, a Olimpíada do Rio no mês de agosto/2016. Murilo participará do seu terceiro campeonato olímpico, enquanto Serginho, já conta com a sua quarta participação.

Os ícones mundiais pretendem encerrar a carreira na quadra de preferência com chave de ouro, na última partida do campeonato.

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O maior desafio será emplacar a final com uma vitória, principalmente e casa, comentam os atletas.

Animados por mais uma vez serem submetidos ao comando do técnico Bernardinho. O preparo físico e o desempenho profissional se devem ao esforço próprio e aos treinos incessantes que possibilitam um retorno compensador, toda rotina está sendo repassada aos mais novos com o propósito de motivar o alcance de novas conquistas.

O time concorre ao décimo título do Campeonato da Liga Mundial de Vôlei no próximo mês. A satisfação é enorme levando em conta,  que a Seleção não apresentou bons resultados nos três últimos anos, estão com todo gás e muita sede de vitória.

Em abril, houve um recrutamento de 18 convocados para a fase de aperfeiçoamento e desempenho que acontece com treinos antes das competições e apenas seis entre eles possuem conhecimento de uma Olimpíada.  

Os dois têm uma longa história com a Seleção Brasileira e esbanjam conhecimentos, são participantes da era Ouro do Vôlei (2003 a 2012), levaram o Brasil ao topo com sete vitórias na Liga Mundial, medalha de ouro e outra de prata em Jogos Olímpicos, dentre outros campeonatos fora do país.

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Os meninos do Brasil não aceitam a pressão aos novatos para a conquista do ouro olímpico em casa, então, dividem as responsabilidades de fecharem o set com a conquista da medalha de ouro.

Segundo Murilo, tanto a torcida quanto eles não estavam acostumados a perder uma partida e infelizmente aconteceu. Ainda ressaltou que: “Nós construímos isso. Nós e os torcedores estávamos acostumados a ganhar...”, lembra o jogador sobre as derrotas.

Serginho, falou a respeito do local dos treinos e garantiu que quanto mais próximo do centro de treinamento em Saquarema, na Região dos Lagos é melhor: “...Eles começam a entender o que é a seleção”, dispara o mais animado das quadra, o veterano ainda completa: “Eles estão se ferrando comigo porque estou com 40 anos e continuo voando”.

Diante da despedida os ânimos são de comemoração pela presença dos ídolos que ainda fazem parte da Seleção.  Mas Murilo sabe que a sua performance não é mais a mesma de antes,  após as duas cirurgias do ombro direito que realizou em 2014, ficou receoso.

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Portanto, se a vontade dos jogadores prevalecesse nunca deixariam o time. Mas agora há um preparo para ”o fechamento de um ciclo”, afirmou Murilo. Apesar de amar o voleibol, Serginho não visualiza a possibilidade de continuar segundo ele “já estou respirando por aparelhos”, brincou.

  #Rio2016