José Serra chegou com tudo ao Itamaraty e já disse que não vai aceitar intromissões externas na política brasileira. Já nesta quinta-feira, 12, quando assumiu a chanceleria do governo do presidente em exercício Michel Temer, o tucano demonstrou como seria o novo jeito de realizar diplomacia. Ele atacou teses bolivarianas e lançou notas, nas duas que escreveu, Serra respondeu críticas de países como o Equador e a Venezuela, além de outros países e entidades de raízes esquerdas. Ele ainda teceu uma crítica direta ao representante da Unasul, Ernesto Samper, que trabalha como secretário-geral da entidade. 

Notas de repúdio

No primeiro texto, o representante do PSDB diz que rejeita todas as manifestações que estão propagando falsidades sobre o processo político pelo qual o Brasil está passando.

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Ele cita manifestações que aconteceram na Nicarágua, Bolívia, Cuba e Venezuela. Além dos países, Serra dá nome a grupos que estariam espalhando mentiras por todo o continente, como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América/Tratado de Comércio dos Povos (ALBA/TCP). Em seguida, ele lembra que o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff está baseado na constituição e seu rito ainda foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de passar por outras instituições sólidas.

Já no segundo texto, o novo Ministro das Relações Exteriores ataca Ernesto Samper, dizendo que repudia as declarações dadas pelo secretário-geral da Unasul. Segundo ele, um representante como Samper não pode chamar o processo de impeachment de Dilma de "golpe",  pois isso qualifica de maneira errada a competência e o funcionamento instituições brasileiras, especialmente em um ambiente democrático, que continua a se manter no país. 

Serra diz que Samper foi preconceituoso e fez análises erradas sobre a política local brasileira.

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O representante do Itamaraty ainda chamou de "interpretação absurda" os comentários do secretário sobre as leis que estão vigentes no país. Lembrando que apesar do secretário ter se posicionado, a própria Unasul não lançou nenhuma crítica contundente ao processo de impedimento de Rousseff.  #Dilma Rousseff #Michel Temer