Depois da saída do governo por 180 dias pela presidente da república Dilma Rouseff (PT) para ser investigada por crime de responsabilidade, quem assumiu o Poder Executivo foi o seu vice, #Michel Temer (PMDB). Com medidas de austeridade para conter gastos e promover mudanças Temer disse que quer fazer um "governo religioso" no sentido de "religar" os valores e promover o crescimento. Em menos de 24 horas da saída de Dilma, Temer extinguiu dez ministérios, fundiu alguns e garantiu que irá investir em Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Já quem estuda para concursos públicos está preocupado com a situação que o país pode chegar com um novo governo.

Publicidade
Publicidade

Os concurseiros temem pela privatização. Temer ainda não discursou a respeito de como ficarão as seleções, que tiveram uma baixa nos últimos anos. Porém, com a iminência do impeachment, empregados públicos e estudantes acham que podem vir privatizações pela frente.

Arnaldo Costa, que estuda há seis meses para concursos públicos do Executivo Federal lamentou a mudança, pois queria se preparar para vagas desse Poder.

"A gente já sabe que é difícil abrir concurso durante a crise. Se o Temer privatizar, é melhor mudar de planos. E eu achava que concurso era uma saída para conseguir sair de todo esse turbilhão que o país tem passado", lamentou o engenheiro.

Medidas duras são criticadas

A "força-tarefa" Temer agora é formada apenas por homens, fato que não ocorria desde a ditadura militar, que imperou no Brasil por mais de 20 anos.

Publicidade

O presidente em exercício desmembrou o Ministério do Trabalho, deixando a reforma da Previdência a cargo da Fazendo. As centrais sindicais não gostaram nem um pouco da medida e disseram que isso irá prejudicam os trabalhadores.

Segundo a União Geral do Trabahadores (UGT), a decisão irá deixar os trabalhadores do país vulneráveis aos patrões.

"É como deixar a raposa cuidar dos ovos", disse o presidente da UGT, Ricardo Patah.

Com a nomeação de Henrique Meirelles para a Fazenda, o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Douglas Izzo, afirmou que a certeza de cortes é mais real.

"Ele não tem visão de bem-estar social", apontou.

Já a secretaria de Direitos Humanos será fundida ao Ministério da Justiça. A mudança foi vista com maus olhos por muitas pessoas, que dizem que Temer irá prejudicar mulheres, negros, LGBTs e populações historicamente fragilizadas. Isso foi o que falou o primeiro titular da pasta, José Gregori. #Impeachment #Crise-de-governo