O presidente em exercício Michel Temer decidiu romper com um velho costume com a presidente afastada Dilma Rousseff. Neste sábado, 14, ele decidiu embarcar para São Paulo de uma forma diferente. O peemedebista rompeu com os protocolos de segurança e preferiu abrir mão do helicóptero presidencial para se deslocar entre o Palácio do Jaburu e a Base Aérea de Brasília. A distância não é tão longa, de 20 Km, mas a petista preferia pegar o helicóptero para ir aos seus compromissos. Já Temer usou o carro oficial. Ao lado dele, estava sua família. A primeira-dama Marcela e o caçula, Michelzinho. 

De acordo com uma reportagem do jornal Extra publicada neste domingo, 15, Rousseff raramente fazia esse trajeto de carro.

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E olha que um chefe de estado costuma ter trânsito livre, já que utiliza batedores nas ruas, que abrem o caminho. De qualquer forma, o trajeto pode ser facilmente ser feito em pouco mais de 20 minutos de carro, tempo não tão diferente do helicóptero, que precisa de preparar tanto para decolar, como também para o pouso, obedecendo, é claro, todos os trâmites de segurança. 

Brasília, quando planejada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, teve o chamado "eixão" construído, onde o presidente pode utilizar uma pista exclusiva. Isso era muito útil no passado, mas recentemente tem pouco sido usado. A viagem de carro também é mais barata, mesmo com o uso dos batedores no caso dos carros. Além disso, muitos políticos tem medo de andar de helicóptero, especialmente no caso de Temer, até para isso existe um cuidado a mais.

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Isso porque ele não tem um "vice", como era o caso de Dilma. 

A linha presidencial se tornou confusa nos últimos tempos. Isso porque com a saída de Dilma e o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, os nomes da linha sucessória passaram a ser Renan Calheiros e Valdir Maranhão. Esse último não só votou contra o impeachment, como também chegou a tentar anular a sessão da Câmara dos deputados, mas depois revogou a própria decisão. Muita gente acredita que só Cunha teria direito de suceder Temer, portanto, Calheiros vira o primeiro nome na falta de Michel.  #Governo #Michel Temer