O presidente em exercício Michel Temer quer deixar cada vez mais claro que é ele quem manda no governo. Para isso, pode dar bronca em seus Ministros. Um dos considerados "falastrões" é o da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima. Ele deu uma recente entrevista ao jornal 'O Estado de São Paulo', na qual dizia que com o tempo, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva perderia qualquer mágoa - que está agora evidente com o afastamento de Dilma Rousseff do poder - e mais, que poderia ajudar peemedebista a conseguir soluções para tirar o país da crise. De acordo com uma nota publicada no site 'O Antagonista' nesta segunda-feira, 16, Temer deve desautorizar que seu Ministro da Secretaria de governo chame Lula para qualquer conversa.

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Uma fonte ligada ao político disse que não tem qualquer sentido essa convocação e que "pega mal" para o representante do PMDB. 

Mais cedo, já de forma oficial, Temer soltou um comunicado oficial desautorizando uma opinião do Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo da 'Folha de São Paulo, ele comentou que não via necessidade em #Michel Temer escolher como o novo Procurador-Geral da república o nome mais votado (de uma lista de três). Alexandre, que foi Secretário de Segurança de São Paulo foi além, lembrando que a Constituição brasileira não faz qualquer previsão da necessidade do contrário e que nenhum poder era absoluto.

Depois da nota de Temer, o Ministro da Justiça disse que deu na entrevista um parecer constitucional e que em nenhum momento disse que Temer mudaria o atual padrão.

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Desde 2003, a procuradoria faz uma eleição interna e o nome mais votado vira o Procurador. O mandato é de dois anos. O último eleito foi Rodrigo Janot, que recentemente solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) abrisse uma investigação contra Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo por terem obstruído a justiça. Eles são acusados de terem tentado atrapalhar investigações da Lava Jato.