Nesta sexta-feira, 13, a Venezuela decidiu tomar uma medida em represália ao atual presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. De acordo com agências internacionais de notícia, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, decidiu solicitar que o embaixador do país aqui no Brasil, Alberto Castellar, deveria voltar para a capital da Venezuela, Caracas. O motivo para o retorno do embaixador, segundo Maduro, foi o afastamento de Dilma Rousseff do cargo de chefe de estado do Brasil. Para o líder da nação conhecida pelo anos do finado Hugo Chavez, existe um 'Golpe de  Estado' 

"Avaliamos hoje, eu pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que viesse a Caracas", disse o líder do país que teve estreitas relações com o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e com Dilma nos últimos anos.

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O comunicado foi feito durante um pronunciamento feito no rádio e na televisão. Além da Venezuela, que vive uma das suas piores crises na história, outros países e líderes de esquerda chegaram a mostrar sua indignação sobre o afastamento de Rousseff e o novo comando de governo, agora de Temer. 

A decisão de Maduro aconteceu também depois que ele teve uma reunião com o embaixador. No encontro, quem também estava era  Aristóbulo Istúriz, além de vários políticos e dirigentes venezuelanos. Juntos, eles analisaram o que está acontecendo no Brasil. Lembrando que o processo de impedimento de Dilma, quando comparado ao mais recente, o de Fernando Collor de Mello, foi bem mais demorado. Ele ainda teve início do fim do ano passado, quando uma denúncia foi aceita pelo então presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha. 

Maduro disse que avaliou a situação do país e que Dilma era uma mulher muito honrada.

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Por isso, essa era uma maneira de demonstrar repudio ao "golpe". Após o afastamento, Rousseff chegou a dar uma entrevista para jornalistas estrangeiros, na qual revelou que acionará organismos nacionais e internacionais, falando sempre onde for convidada sobre a injustiça pela qual passa nesse momento. Ela contou também que acredita que tem capacidade de voltar a governar, pois não cometeu nenhum crime.  #Dilma Rousseff #Impeachment