Uma grande notícia para as mulheres vítimas de violência doméstica: a tecnologia se unirá à segurança e ao esforço da Justiça no combate a agressões e mortes de mulheres do Distrito Federal.

Um projeto piloto, que entra em fase de testes no início do ano que vem, consiste em oferecer um botão de pânico por meio de um aplicativo para aparelho celular.

Assim, as mulheres que estiverem na iminência de sofrerem agressões podem disparar o “botão” e o sistema fará com que aquela ocorrência “fure fila” entre as demais demandas das equipes policiais nas imediações onde o caso ocorrer.

O instrumento valerá para as mulheres que já sofreram violência doméstica no Distrito Federal e que hoje contam com medidas protetivas determinadas pela Justiça.

Publicidade
Publicidade

A nova ferramenta de segurança foi desenvolvida pela Secretaria de Segurança Pública. A ação é uma parceria com o Poder Judiciário e também com o Ministério Público. Por meio deste projeto, os órgãos envolvidos visam frear o crescimento das estatísticas de violência doméstica e os chamados feminicídios.

A iniciativa está em fase final de produção e deve ser implantada primeiramente nos casos classificados como mais delicados e que já são monitorados pelo sistema de proteção às mulheres.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, o mecanismo começou a ser pensado em 2014.

O sistema garantirá o total sigilo dos dados das mulheres participantes. As informações das beneficiárias serão inseridas no Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciade). O Ciade é a central do Governo do Estado que já recebe e encaminha os apelos de socorro via telefone.

Publicidade

Uma vez acionado o botão do pânico inserido no celular, a equipe da Central recebe um alerta de alta prioridade com o endereço discriminado por GPS. A viatura mais próxima imediatamente recebe o chamado para se deslocar até o local. Esse chamado entra na frente dos demais, pois significa que uma mulher está correndo risco real de morte.

Tanto as mulheres que receberão o serviço quanto os funcionários e agentes de segurança, serão treinados. Toda a metodologia segue projetos semelhantes que também estão sendo implantados em estados como o Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

#Crime #Casos de polícia