Um caso de agressão a idosos é sempre chocante. Em se tratando de agressão contra os próprios pais, mais ainda. Mas esse caso chama a atenção porque o senhor de idade foi espancado pelo próprio filho no Dia dos Pais O caso se passou no Gama, cidade satélite do Distrito Federal, localizada há cerca de 45km de Brasília, capital federal. O agressor tem 41 anos e é viciado em crack.

Por solicitação da mãe do agressor, os nomes dos envolvidos não foram informados. Ela afirmou temer que o filho possa receber represálias de outros moradores da cidade se a identidade da família for revelada. O receio da senhora não é sem razão.

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Não são raros os casos em que a população faz justiça com as próprias mãos.

Os vizinhos presenciaram a confusão e acionaram a #Polícia. A PM atendeu o chamado e confirmou as agressões. O pai agredido não queria prestar queixas, mas foi convencido pelos policiais militares. O filho agressor foi levado para a 20ª DP, no Gama, que está investigando o caso. Enquanto era preso, a mãe do agressor, que também estava presente, foi ameaçada e insultada pelo filho. Ela não acompanhou o marido até a delegacia porque é cadeirante e estava muito abalada com toda a situação.

O subtenente Araújo, que liderou a ocorrência, declarou que foi difícil convencer a família a fazer a denúncia. O policial também desabafou, afirmando que estava ansioso para estar com o seu pai naquela data tão especial, mas não podia porque estava de serviço, e presenciar aquelas cenas era algo muito revoltante.

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Ele presenciou todas as ameaças aos familiares. De acordo com ele, o rapaz assumiu que é viciado em crack e ainda parecia estar sob efeito de drogas

Apesar das agressões, o homem não ficou preso. Como as lesões foram consideradas leves, ele alegou que estava sob efeito de drogas e não era responsável pelas ações de violência. Em acordo com a legislação atual, ele foi encaminhado até a delegacia e foi liberado em seguida. Responderá apenas por Lesão Corporal Culposa - quando não existe a intenção de causar dolo (como no caso de um atropelamento fora da faixa de pedestres), Injúria e pela Lei Maria da Penha.

A família não informou se o filho seria novamente recebido em casa após as agressões. Como os pais sequer desejavam registrar o boletim de ocorrência e o filho não possui casa própria, não é de surpreender que ele seja aceito de volta. Só resta torcer para que o caso sirva como motivação para que o homem abandone o vício e que as agressões nunca mais se repitam.

Confira também nossa matéria sobre a mulher negra que comoveu o mundo ao contar sua história. #Briga #Violência doméstica