Na Europa e Estados Unidos, o Tucson ou ix35, dependendo do mercado onde é comercializado, acaba de chegar à terceira geração. Por aqui, o Grupo Caoa, que produz o modelo na fábrica de Anápolis (GO) desde o final de 2013, acaba de apresentar sua versão 2016. O utilitário-esportivo (SUV) mantém a denominação ix35 e chega às lojas renovado depois de passar pela mesma reestilização aplicada pela matriz sul-coreana na Ásia, há mais de dois anos. Agora, são três versões: básica, que tem preço sugerido de R$ 99.990, intermediária, de R$ 109.990 mil, e topo de linha, de R$ 122.990.

O preço inicial não subiu em relação ao seu antecessor, mas a nova versão básica perdeu a chave presencial com partida por botão, a central multimídia com leitor de DVDs, navegador por satélite (GPS) embarcado e câmera de ré, além do controlador de velocidade (piloto automático) das bolsas infláveis laterais e de cortina – a partir de agora, estes itens só estão disponíveis para as versões intermediária e topo de linha.

Publicidade
Publicidade

O incauto consumidor também deve ter em mente que, apesar de estar diferente, este “New” ix35 não corresponde à terceira geração e é o mesmíssimo SUV vendido no Brasil desde 2010, só que reestilizado. Por dentro, por exemplo, não há novidades para além da divisão do conteúdo em três catálogos. O motor bicombustível 2.0 litros 16V também é o mesmo, bem como a transmissão automática de seis velocidades. A má notícia, aqui, é a redução da potência de 178 cv para 167 cv, para adequação aos limites de emissões. A tração dianteira também segue como única opção ofertada no país.

Para não dizer que o ix35 piorou, a versão topo de linha ganha volante e forrações em couro, banco do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado com regulagens independentes, teto solar panorâmico e lanternas traseiras com luzes diodo (LEDs), além do controle eletrônico de estabilidade (ESP).

Publicidade

São conteúdos importantes, não há como negar, mas vale lembrar que todos estes itens faziam parte do pacote de lançamento do utilitário-esportivo, há cinco anos, e foram descartados posteriormente, com sua nacionalização. Em 2010, por R$ 115 mil, o consumidor levava tudo isso mais assistente de arranque em aclives (Hill Holder) e tração integral permanente.

É verdade que, enquanto a maioria das montadoras instaladas no Brasil vem reajustando preços de forma gritante, para recompor suas margens de lucro em função da queda no volume de vendas, o Grupo Caoa tenta segurar os valores, mesmo com redução de conteúdo. Todavia nunca é demais lembrar que, mesmo com a crise no setor, os fabricantes nacionais enviaram US$ 121 milhões – o equivalente a mais de R$ 430 milhões – em remessas de lucro para suas matrizes, no exterior, só nos primeiros seis meses deste ano. Apenas para o leitor ter uma ideia, em 2008, estas remessas totalizaram US$ 5,6 bilhões, o equivalente a R$ 20 bilhões atuais.

  #Automobilismo #Inovação #Blasting News Brasil