Depois de quase 11 anos, a Toyota finalmente lança a nova geração da picape Hilux no Brasil. O modelo é o mesmo apresentado na Tailândia, em maio, e por enquanto chega com uma única opção de motorização: turbodiesel D4-D GD (2.8 litros 16V) de 177 cv, 6 cv mais potente que a unidade usada anteriormente. O propulsor pode ser combinado ao câmbio manual de seis marchas ou à transmissão automática (Super ECT) de seis velocidades – ambas as opções são mais avançadas que as usadas até agora. Nesta primeira fase de lançamento são seis versões, todas com tração 4x4, partindo do modelo com chassi/cabine (sem caçamba) de R$ 114.860 – esta configuração, destinada para uso comercial, encareceu nada menos que R$ 27.820.

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As demais versões são: básica com cabines simples (a partir de R$ 118.690) ou dupla (R$ 130.960), as únicas equipadas com câmbio manual; SR com cabine dupla (R$ 162.320), SRV com cabine dupla (R$ 177 mil) e SRX com cabine dupla (R$ 188.120). No caso do modelo intermediário, o aumento foi de R$ 39.760, ou seja, quase R$ 40 mil.

A Hilux 2016 está 7 cm maior (são 5,33 m de comprimento), 2 cm mais larga e 5 cm mais baixa. Em termos visuais, ela manteve a identidade, mas com uma aparência ligeiramente mais musculosa. Seu elemento estilístico mais avançado são os feixes de LEDs para iluminação diurna, uma exclusividade da versão SRX.

Já em termos de conteúdo, há novidade importantes como as regulagens de altura e profundidade para a coluna de direção, disponível deste a versão básica, volante multifuncional, sistema multimídia com leitor de DVDs e tela de 7 polegadas sensível ao toque (a partir da versão SR), climatização e TV digitais, navegador por satélite (GPS) embarcado, chave com reconhecimento presencial e partida por botão – estes últimos exclusivos dos catálogos topo de linha.

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O pacote de conteúdo agora conta com controles eletrônicos de tração (A-TRC) e estabilidade (ESP), assistentes para reboque, partida em aclives (HAC) e descida de ladeira (DAC). Curiosamente, a Toyota não informou a capacidade de carga do modelo que, certamente, é de mais de 1.000 quilos.

A Hilux 2016 também incorporou airbags laterais e cortinas infláveis, mas a verdade é que ela continua atrás da maioria de seus concorrentes, em termos tecnológicos, e deve seguir amparada pela capacitação e pela confiabilidade da marca – que já não é a mesma, principalmente depois dos últimos recalls, motivados por risco de incêndio e tudo o mais. Em tempos de crise, comprar um utilitário tão caro e que em nada acrescenta ao que já existe é jogar dinheiro fora. #Negócios #Automobilismo #Inovação