O mercado brasileiro de automóveis voltou a registrar queda, no mês passado, de 3,8% em relação a setembro, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automores (Fenabrave). Pior, os números de outubro ficaram 36,4% abaixo dos registrados no mesmo período de 2014 e, no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, a retração chega a 23,3%.

Estimamos uma queda consolidada de 27%, para o fechamento de 2015, e esperamos que, em novembro e dezembro, os volumes mantenham uma estabilidade”, avaliou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores (Anfavea), Luiz Moan.

No segmento de transportes, que reúne caminhões e ônibus, as perdas foram maiores: de 8,1%, em relação a setembro, e 55,5%, em relação a outubro de 2014.

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Os setores de duas rodas, com queda de 9,2% no mês passado, e implementos rodoviários, com queda de 2,6%, completaram o cenário de desaceleração.

Na briga das marcas, a General Motors apareceu pela primeira vez à frente da Fiat, com uma participação de 16,3% entre carros de passeio e comerciais leves, em outubro. O fabricante italiano ficou em segundo, com uma fatia de 15,8%, seguido de Volkswagen, com 13,8%, Hyundai, com 9,1%, e Ford, com 8.7% - está também foi a primeira vez que a Ford ficou atrás da montadora sul-coreana.

Já no acumulado deste ano, a Fiat mantém a ponta, com 18%, seguida de GM (15,4%), VW (14,9%), Ford (10,5%) e Hyundai (8,1%), que se consolida à frente da Renault (7,1%).

Já na disputa dos modelos mais vendidos do país, o Chevrolet Onix segue assombrando a liderança do Fiat Palio e, com alta surpreendente de 9% em outubro, pode ultrapassá-lo já em novembro.

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O Palio, que amargou perdas de 7,2%, também foi ultrapassado pelo HB20, no mês passado – a sorte é que sua vantagem sobre o compacto da Hyundai ainda é grande.

A General Motors também vai bem entre os sedãs pequenos, com o Prisma – que teve alta de 33,1% só no mês passado – abrindo vantagem sobre a dupla da Fiat formada por Siena e Grand Siena.

Quem também tem o que comemorar é o Renegade que, depois de muito custo, deixou o HR-V para trás, em outubro, aproveitando a retração de 5,2% do Hondinha. No mês passado, a Jeep alcançou mais de 20% de participação, entre os SUVs – pena é o Freemont, da Fiat, estar praticamente desaparecendo do mercado.

A mais recente novidade nacional, a Duster Oroch, ainda não decolou. No mês passado, emplacou quatro unidades a menos do que em setembro e ficou abaixo de 270 unidades. #Negócios #Crise