O Gol foi o modelo mais vendido do Brasil por quase três décadas. A perda do título, em 2015, foi um duro golpe para a Volkswagen que, além de dar adeus à liderança nacional, caiu para o terceiro lugar entre as marcas. Bom, a VW está disposta a usar o próprio Golzinho para rever seus dias de glória no país, e se a linha 2017 do compacto não traz nada de revolucionário, ela segue uma cartilha que vem dando bons resultados para a concorrência. Basicamente, o carro passou por uma discreta reestilização, que inclui nova grade, novos faróis e para-choques, na frente, novas tampa traseira e lanternas, atrás. As novidades se estendem ao Voyage, mas se limitam à seção dianteira no caso do sedã.

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Na parte mecânica, o motor flexível 1.0 litro 12V de 82 cv substitui a antiga unidade de quatro cilindros, nas versões de entrada, Trendline (a partir de R$ 34.890, no Gol, e R$ 40.990, no Voyage) e intermediária, Comfortline (a partir de R$ 42.690, no Gol, e R$ 46.690, no Voyage). Ambos os modelos trazem direção hidráulica, travas e vidros dianteiros elétricos, limpador e desembaçador traseiros, além de abertura interna do porta-malas como itens de série, desde as opções mais básicas – bolsas infláveis e freios ABS, que são obrigatórios, também fazem parte do pacote. A inclusão do ar-condicionado, nas versões Trendline, sai por R$ 2.800 adicionais.

Os modelos Comfortline, que já vêm com ar-condicionado, acrescentam rádio com CD, leitor MP3, entradas USB, SD e viva-voz Bluetooth para telefone celular, computador de bordo e faróis auxiliares, além de rodas maiores (aro 15 polegadas) à lista.

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Já as versões Highline trazem volante multifuncional regulável, retrovisores elétricos e central multimídia Composition Touch, com tela sensível ao toque de 6,3 pol, além de rodas de liga leve. A série especial Connect, dedicada apenas ao Gol (a partir de 45.190, com motorização 1.0, e de 49.990, com motorização 1.6), ainda traz a central Discovery Media e sensor de estacionamento.

De acordo com a Volks, o novo trem de força deixou o hatchback e o sedã até 10% mais econômicos, além de 8% mais rápidos.

O propulsor bicombustível 1.6 litro de 104 cv segue sendo ofertado para ambos estes catálogos, além do modelo topo de linha, Highline. Com ele, os preços são os seguintes: Gol Trendline 1.6 (a partir de R$ 40.190), Comfortline 1.6 (de R$ 47.490) e Highline 1.6 (de R$ 52 mil); Voyage Trendline 1.6 (a partir de R$ 44.590), Comfortline 1.6 (de R$ 49.490) e Highline 1.6 (de R$ 55.290). Em toda a gama, o câmbio manual de cinco marchas completa o conjunto, sendo que as versões Comfortline e Highline, quando equipadas com motor flexível 1.6 litro, podem trazer o sistema I-Motion (automatizado) por R$ 3.300 adicionais.

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Dentro da dupla, a sensação de renovação é até maior, com painéis que lembram os do Golf. A parte de conectividade foi a que ganhou mais atenção, com a introdução dos novos sistemas multimídia (o Composition Touch custa R$ 1.755 e o Discovery Media, R$ 2.360, se forem pedidos à parte) espelhamento da tela de smartphones pelas plataformas MirrorLink, Android Auto e CarPlay. A edição limitada Connect, dedicada apenas ao Gol (a partir de R$ 45.190, com a motorização 1.0, e de R$ 49.990, com a 1.6), ainda traz a central Discovery Media com navegador por satélite (GPS) embarcado e sensor de estacionamento.

A impressão que fica é de que, apesar de serem modelos qualificados e bem adaptados à realidade brasileira, Gol e Voyage não só poderiam como deveriam custar menos. #Automobilismo #Inovação