A crise do setor automotivo não poupou o segmento de entrada. Nos últimos quatro anos, as vendas de populares e subcompactos caíram vertiginosamente, no mercado brasileiro, e do volume de quase 194 mil unidades, licenciadas no primeiro trimestre de 2013, foram emplacadas menos de 84 mil unidades, no mesmo período deste ano. A retração chega a quase 57%, mas a Fiat aposta no novo Mobi para reavivar este nicho. “Mais do que um modelo com preços muito competitivos, estamos entregando valor com um moderno conceito de mobilidade urbana”, enfatiza o diretor de diretor de planejamento e estratégia de produto da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Carlos Eugênio F.

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Dutra. A marca espera vender 65 mil unidades do modelo neste ano – se essa expectativa comercial for alcançada, a Fiat retomará a liderança nacional.

O popular chega em seis versões, Easy, Easy On, Like, Like On, Way e Way On, todas equipadas com o motor bicombustível 1.0 litro de 75 cv, combinado exclusivamente ao câmbio manual de cinco marchas, com preços a partir de R$ 31.900,00. Apesar de a Fiat não divulgar a autonomia do Mobi, dados de consumo auditados pelo Inmetro para o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) mostram médias de 11,9 km/l, em ciclo urbano, e 13,3 km/l, em ciclo rodoviário – números referentes ao uso exclusivo de gasolina.

O Mobi é um automóvel desenvolvido no Brasil para brasileiros, mas nos próximos 12 meses ele desembarca em outros mercados sul-americanos e, também, no México.

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Daqui a um ano, 30% da produção do compacto será destinada para exportação”, disse o presidente da FCA para a América Latina, Stefan Ketter. De acordo com ele, foram investidos R$ 1,2 bilhão no desenvolvimento do modelo. “Ter rentabilidade sustentável é um desafio para indústria, principalmente em momentos de crise, e este é um produto-chave para isso”, pontua Ketter.

Em sua versão básica, o Mobi é um compacto franciscano que não traz nem direção hidráulica e nem ar-condicionado. Para ter um compacto mais qualificado, o consumidor terá que optar pelo catálogo Like (a partir de R$ 37.900,00), que já vem com estes dois itens, mais volante regulável com comandos de áudio, travas e vidros elétricos, computador de bordo, limpador e desembaçador traseiros, além do Cargo Box no porta-malas – duplo airbag e freios ABS, que são itens obrigatórios, equipam toda a gama.

O Mobi tem, pelo menos, dois concorrentes diretos. A versão de entrada do Volkswagen Up! (Take Up!) parte de R$ 32.590,00. Sai um pouco mais cara, mas é mais potente (83 cv) e econômica (13,5 km/l, na cidade, e 14,6 km/l, na estrada).

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Já o New QQ, da Chery, sai mais em conta, por R$ 28.790,00 na versão Look. Todavia, o chinesinho é menor e mais fraco (69 cv). Sua grande vantagem em relação à dupla brasileira é já vir com vidros dianteiros elétricos, ar-condicionado, rádio com entrada USB e computador de bordo.

De olho no público jovem, a Fiat aposta no Live On, tecnologia que transforma o smartphone do motorista em uma central multimídia, através de um aplicativo (app) dedicado. A novidade, que promete cativar os usuários, só estará disponível a partir de junho, mesmo mês em que a Fiat inicia as vendas das versões Way e Way One. O estilo quadradinho do Mobi também dá um toque de modernidade ao compacto, cujos maiores atributos estão na sua construção robusta. Agora, é esperar para ver como o mercado reage à sua chegada... #Automobilismo #Inovação #Blasting News Brasil