O reinado do Toyota Corolla, entre os sedãs médios, esta ameaçado, e não é só pela chegada da nova geração do arquirrival Cívic, da Honda, agendada para agosto deste ano, mas porque a General Motors quer retomar seu ‘lugar de direito’ no segmento, com a chegada do novíssimo Cruze 2017. O modelo melhorou em tudo, comparado ao seu antecessor, e chega em uma configuração que faz o Corolla parecer datado. Mesmo com preços que subiram R$ 10 mil, repetindo a estratégia de reposicionamento do Nissan Sentra, o novo Cruze tem a melhor relação custo/benefício de seu nicho. Em outras palavras: ele está cada vez mais caro, mas o corajoso que – em um momento turbulento como este que vivemos – desembolsar R$ 90 mil, exatos R$ 89.990 pela versão “de entrada”, LT, levará para casa o modelo mais avançado da categoria.

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E disso não há dúvida.

O primeiro trunfo do Cruze 2017 é seu motor flexível turboalimentado (1.4 litro 16V) com injeção direta, sistema Start/Stop e 153 cv. A unidade, que é combinada exclusivamente à transmissão automática de seis velocidades, garante melhor desempenho (0 a 100 km/h em 8,5 s) e menor consumo (até 11,2 km/l em ciclo urbano, com uso exclusivo de gasolina) para o sedã médio que, agora, recebe a classificação “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). Perto deste propulsor, que promete ser 30% mais eficiente, a motorização bicombustível 2.0 litros 16V do Corolla, que fornece os mesmos 153 cv, parece vinda da pré-história.

O segundo trunfo é a conectividade, um quesito cada vez mais valorizado por quem sofre com os congestionamentos nas grandes cidades.

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Todas as três versões do Cruze 2017 (a LTZ parte de R$ 96.990 e a LTZ+, de R$ 107.450) trazem a central telemática OnStar, que oferece serviços de ‘concierge’, além da mais recente evolução do seu sistema multimídia, o MyLink 2, agora com navegador 3D e espelhamento para tela de smartphones por interfaces Android Auto e CarPlay - o modelo LT manteve a primeira geração do MyLink, mas o Toyota só traz navegador por satélite (GPS) e TV digital a partir da versão XEi, que não sai por menos de R$ 91.450.

O novo Cruze está 7 cm maior (4,67 metros de comprimento) e quase 100 quilos mais leve. Sua distância entre-eixos, que foi a 2,70 m, cresceu apenas 1 cm e o porta-malas encolheu de 450 para 440 litros. Já em termos de tecnologia embarcada, destaque para novidades como o carregador Wireless para smatphones, o assistente de estacionamento que faz balizas sozinho e farol alto inteligente (adaptativo), ambos de série na versão LTZ+. Já o controle eletrônico de tração e estabilidade (ESP) e os airbags laterais são itens de série para toda a linha.

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A GM volta a apostar nos sedãs médios, esperando reverter as perdas do segmento, que chegam a quase 28% só neste ano - desde 2013, este nicho de mercado acumula queda de mais de 32%. Como parte de sua estratégia, a marca transferiu a produção do Cruze do interior paulista para a Argentina, de onde passa a ser importado. Também fica claro que a Chevrolet foca a "prateleira de cima" com um produto bastante qualificado e um pouco mais barato que o A3 Sedan (a partir de R$ 101.190), da Audi, e o CLA (a partir de R$ 152.900), da Mercedes-Benz. Sinceramente, comparado a essa dupla, o sedã da Chevrolet não deixa nada a desejar, só em status. Tecnicamente, são veículos muito parecidos, mas com custos de manutenção distintos e bem mais em conta, no caso do Cruze, que é a escolha mais racional. #Automobilismo #Inovação